Plano oferece alternativa de desenvolvimento com preservação ambiental para o Xingu, diz Lula

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Ao lançar hoje (14/10/2010) o Plano de Desenvolvimento Regional do Xingu, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Estado precisa oferecer alternativas de desenvolvimento, ao mesmo tempo em que proíbe a exploração ilegal de recursos naturais da Amazônia. Ele afirmou que essa é a única chance de se obter sucesso na questão da preservação da Floresta Amazônica.

“Não sou ingênuo. Tenho certeza de que nenhum prefeito vai ficar confortável se a gente proibir uma madeireira de fazer corte ilegal e ficarem 200, 300, 400 famílias desempregadas”, discursou Lula, defendendo que o Estado atue na criação de alternativas para o desenvolvimento de cidades que vivem da exploração de madeira, e não fique apenas baixando medidas proibitivas.

“Temos a obrigação de, ao mesmo tempo em que se proíbe [a exploração ilegal de madeira], oferecer oportunidades para que as pessoas sobrevivam dignamente, fazendo as coisas legais, inclusive convênios com as prefeituras, passando recursos para que elas possam se desenvolver”, ressaltou o presidente.

“Essa é a única chance que a gente tem de ter sucesso total e absoluto na questão da preservação da nossa querida Amazônia. Não é o de proibir, mas oferecer outro caminho, com alternativa para as cidades crescerem e se desenvolverem”.

Lula afirmou que o Plano de Desenvolvimento Regional do Xingu e a experiência da construção da Hidrelétrica do Belo Monte poderão servir de exemplo ao mundo de como é possível promover o desenvolvimento sem destruir o meio ambiente. “Estamos podendo ensinar que é possível crescer, se desenvolver, gerar emprego e ter geração de renda sem destruir o mundo que nos acolheu. Essa é uma coisa nova no Brasil e um aprendizado que não podemos nos esquecer jamais. O mundo depende de atitudes como esta que está colocada no plano”.

Mais uma vez, Lula lembrou que está prestes a deixar a Presidência e disse que o maior legado que deixará para o país é o fortalecimento da autoestima da população mais pobre do Brasil. “O legado que quero deixar é das pessoas mais humildes descobrirem que podem chegar a ser presidente, que podem governar este país. Esse é o legado mais extraordinário. E isso só é possível quando há uma relação de confiança que criamos.”


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