Exportações baianas chegam a US$ 8,1 bilhões até o mês de novembro

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As exportações baianas alcançaram US$ 679,7 milhões em novembro – 17,5% superior a igual mês do ano anterior. No ano, devem igualar o recorde histórico de 2008, quando alcançaram US$ 8,7 bilhões. Até novembro, elas chegam a US$ 8,1 bilhões, o que representa um crescimento de 27,2% sobre o mesmo período do ano passado. EUA, China e Argentina foram os principais mercados, com 42,3% de participação.

Os melhores desempenhos de novembro ficaram por conta do setor de fumo e derivados com aumento de 227,3%, produtos minerais, principalmente ouro, com incremento de 176%, aparelhos e material elétrico (124,4%), automóveis, com incremento de 115,8%.
No ano, o setor químico/petroquímico lidera as vendas externas da Bahia com US$ 1,6 bilhão em receitas e crescimento de 35%. Segue com bom desempenho, o setor de papel e celulose com US$ 1,5 bilhão e aumento de 32% e o de petróleo e derivados, com US$ 1,2 bilhão e incremento de 79%. Juntos, esses três segmentos responderam por 54% das exportações estaduais e contribuíram com 76,6% do crescimento obtido pelas exportações do estado como um todo no período.
Importações 
O aumento da procura por mercadorias importadas para as festas de fim de ano fez as importações crescerem três vezes mais (cerca de 52%), atingindo US$ 619,1 milhões no mês passado. Esse desempenho fez o saldo da balança comercial baiana atingir, em novembro, o segundo pior resultado desde janeiro – apenas US$ 60,5 milhões, 65% inferior a novembro de 2009.
“A lenta retomada do crescimento das principais economias do mundo, a maior competição pelo fornecimento a esses mercados e a valorização do real frente ao dólar, que vem encarecendo os produtos produzidos aqui no mercado internacional e diminuindo a rentabilidade das exportações, vem reduzindo o fôlego das vendas externas pelo segundo mês consecutivo. Os números de novembro foram 11,7% menores em relação a outubro, que por sua vez, foram 14,2% inferiores a setembro”, afirma o coordenador de Comércio Exterior da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Arthur Souza Cruz.
As importações vêm em ritmo crescente, obtendo em novembro o segundo maior volume no ano. O aumento das compras externas foi puxado pelas aquisições de bens de consumo duráveis como automóveis, que somaram US$ 107,8 milhões – alta de 81,5%. Também foi registrado forte aumento na importação de matérias-primas como minério de cobre, trigo e fertilizantes.
No mês passado, 19% dos bens importados que chegaram à Bahia vieram da Argentina, país que só perdeu para a UE – com 21% – como principal fornecedor da Bahia. O total importado neste ano até novembro foi de US$ 6,1 bilhões e ficou 44% acima de igual período de 2009. Os aumentos foram generalizados, mas principalmente de automóveis, combustíveis, borracha natural, óleo de palmiste, e máquinas e aparelhos elétricos.
Durante todo o ano, houve uma tendência de aumento na importação, principalmente de bens de consumo e de matérias primas, por conta do câmbio altamente favorável e do aquecimento do consumo interno.

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