Cadê a educação que deveria estar aqui | Por Luiz Carlos Amorim

Li a matéria “Cadê a universidade que estava aqui?”, na revista Época, e o que está lá não me surpreende nem um pouco. Eu já tinha conhecimento da novela que é a construção do campus universitário da UFSC em Joinville, que se arrasta há anos, sem solução, aliás, com solução capenga: serão construídas salas de aula no terreno da Univille, “provisóriamente”, enquanto não fica pronto a sede da universidade que será construída na Curva do Arroz, ao lado da BR 101.

Só não sabia que isso era lugar comum, que das 14 universidades federais que o governo Lula se vangloriava de ter criado, apenas quatro são realmente novas, as outras já existiam, e mesmo assim muitas delas estão como a UFSC de Joinville, algumas até piores.

O senhor ex-presidente que acaba de deixar o poder prometeu muita coisa que não cumpriu. Uma das quatorze universidades que ele próprio fez questão de lançar a pedra fundamental, plantando uma árvore no terreno, virou terreno baldio e os alunos estão ocupando salas de escola municipal, até hoje.

A educação foi uma das pastas mais relegadas ao “esqeucimento, nos últimos anos . Com a mudança do tempo do ensino fundamental de 8 para 9 anos, mudou também a sistemática de alfabetização, para pior, o que resultou em alunos com mais dificuldades para aprender a ler e escrever, demandando muito mais tempo para chegar lá.

O projeto que previa, até o final do mandato de Lula, que cada aluno da escola pública em todo o Brasil teria na mãos um computador para estudar, ficou só na amostra: uma escola ali, outra acolá.

Também havia um projeto que prometia que até 2005 não haveria, no Brasil, nenhuma cidade sem a sua biblioteca pública. Que não se cumpriu.

Quanto ao Enem, exame usado atualmente para ingresso nas universidades públicas, o MEC só vem atestando a sua incompetência, pois há anos que ele vem apresentando problemas cada vez maiores. E por aí afora, professores mal pagos, escolas de menos e das que existem, muitas em mau estado.
De maneira que a educação quase falida que a presidenta (como ela gosta de ser chamada) Dilma herdou, em petição de miséria, precisa de muita atenção, dedicação e investimento.

* Por Luiz Carlos Amorim.


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