“Na minha fazenda, a produção de leite aumentou em 70%, a partir da assistência técnica desenvolvida pela EBDA”, afirma o agricultor familiar João Santana Bispo (45 anos), dono da fazenda São Jorge em Buerarema, na região de Itabuna. A Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. (EBDA), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), presta Assistência Técnica em Extensão Rural (ATER) e faz o acompanhamento de pequenas fazendas que exploram gado de leite, com uso intensivo de pastagens e ênfase na inclusão do agricultor familiar no mercado leiteiro baiano.
Nos dois últimos anos, a EBDA atendeu a mais de 2800 agricultores familiares e registrou um aumento de 20% a 100% na produção de leite dos produtores assistidos. Dentre esses agricultores, 262 foram assistidos de forma intensiva, com visitas mensais, e com tecnologias que têm contribuído para o aumento da produtividade leiteira das pequenas propriedades, inclusive em áreas de assentamento, onde a produtividade tem alcançado índices bem mais expressivos. Os melhores resultados foram registrados nas regiões de Itabuna, Teixeira de Freitas e Alagoinhas.
A zootecnista Isa Porto, chefe da Divisão de Gado de Leite (DGL), da EBDA, informou que os resultados foram impactantes, principalmente nas regiões de Itabuna e Teixeira de Freitas, onde houve incremento médio de 60% na produção de leite, em propriedades assistidas de forma intensiva, existindo casos de até 120% de incremento.
Segundo o diretor de Pecuária da EBDA, Elionaldo de Faro Teles, a produção de leite na Bahia é, em grande parte, proveniente de agricultores familiares, pulverizados em praticamente todo o território baiano, com baixo uso de tecnologia, o que dificulta a inserção destes no mercado, tanto pela qualidade do produto como pela quantidade disponibilizada. “Os resultados alcançados devem-se, principalmente, à utilização de tecnologias simples, de fácil acesso ao agricultor familiar”, explicou o diretor.
Para Cândido Nunes de Vasconcelos, engenheiro agrônomo e um dos coordenadores do programa, a estratégia usada pela extensão visa melhorar os níveis de produção e produtividade das pastagens e dos rebanhos, com Ater de qualidade, em ações como correção e adubação dos solos, subdivisão das pastagens (formação de piquetes para rotação dos animais), implantação de áreas de capineira e de cana-de-açúcar, para suplementação alimentar dos animais em período de escassez de pastos, manejo das pastagens, controle leiteiro individualizado. “Estas e outras medidas contribuíram para um incremento médio de 60% na produção de leite e de mais de 100% na capacidade de suporte das pastagens, nas propriedades assistidas intensamente”, assegurou o agrônomo.
Investimentos e tecnologias aplicadas
Para atender a esta vertente, a EBDA intensificou a capacitação de seus técnicos para que possam promover, junto aos agricultores familiares, as mudanças necessárias em seus sistemas de produção, possibilitando a exploração racional, tanto das pastagens como dos rebanhos, visando uma atividade econômica e ecologicamente sustentável. Foram 156 técnicos capacitados em diversas áreas, como nutrição animal, manejo animal e das pastagens, sanidade animal, qualidade do leite, formação de reservas estratégicas.
Ações como o melhoramento genético de raças bovinas leiteiras, exemplo: a Gir leiteiro; ajuste das estações para atender à agricultura familiar; produção orgânica de leite adotando aspectos de sanidade que envolvem, por exemplo, a homeopatia e a fitoterapia; e pesquisas para adubação de pastagens, controle de formigas cortadeiras, e introdução de animais de linhagem leiteira pretendem contribuir para a melhoria da produção e produtividade dos rebanhos.
Rebanho estadual
O rebanho bovino estadual é constituído por cerca de 10,3 milhões de animais. Em relação ao número de vacas ordenhadas, a Bahia ocupa o terceiro lugar, perdendo apenas para Minas Gerais e Goiás, e embora seja o sétimo estado maior produtor de leite, do país, em termos de produção, por vaca ordenhada/ano, ocupa o 22º lugar.
A EBDA desenvolve estratégias para elevar nível tecnológico dos produtores e viabilizar o acesso ao crédito rural assistido, e inserir a agricultura familiar no negócio Leite com competitividade.
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