Garantir a felicidade na Constituição do Brasil é folclórico, diz Le Figaro

O Brasil quer incluir o direito a felicidade na sua constituição escreve impressionado jornal conservador.
O Brasil quer incluir o direito a felicidade na sua constituição escreve impressionado jornal conservador.

A crise egípcia continua sendo o principal destaque dos jornais franceses desta quinta-feira, mas o Brasil também está estampado na primeira página do Le Figaro de hoje. O Brasil quer incluir o direito a felicidade na sua constituição escreve impressionado jornal conservador.

O artigo de capa do Le Figaro explica que o novo parlamento brasileiro começou a trabalhar na última terça-feira com 46% de seus integrantes renovados. Entre vários projetos polêmicos, os parlamentares do país que deve se transformar na quinta potencia mundial até 2016 deverão se pronunciar sobre essa proposta que visa “acelerar a melhoria do acesso a educação, saúde e segurança, setores que ainda são os pontos fracos do gigante latino-americano. O direito a felicidade parece mais acessível aos brasileiros do que no resto do mundo, explica o Le Figaro.

O jornal cita uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas em 132 países que mostra que existe uma forte relação entre nível de renda e felicidade, menos no caso brasileiro onde as pessoas eram mais felizes apesar dos baixos salários. O relatório mostra igualmente que os brasileiros são os mais otimistas da terra em relação ao futuro.

O organizador do estudo citado pelo Figaro, Marcelo Neri, explica que isso é uma característica do povo brasileiro, mas também o símbolo dos progressos sociais registrados na última década no país. Para ele, introduzir o direito a felicidade na Constituição será muito mais folclórico do que eficaz.

Sobre a crise egípcia, até o econômico Les Echos destaca que os confrontos começaram no país depois que o exército ordenou na quarta-feira o fim da revolta. Os confrontos entre partidários de Hosni Mubarak e os manifestantes que pedem há 10 dias a queda do presidente foram violentos informa o La Croix. Segundo o Le Figaro foram os partidários de Mubark que semearam a violência no Cairo, deixando vários mortos e dezenas de feridos.

Esse foi um golpe baixo de Mubark acusa Libération. O jornal de esquerda independente diz que o presidente egípcio, que não cede a pressão internacional para deixar o poder, usa o caos para acabar com os protestos nas ruas contra seu regime.

L’Humanité diz que Mubark lançou seus capangas contra os manifestantes para se manter no poder. E traz uma revelação bombástica: as autoridades francesas ajudaram a formar as forças de repressão do regime egípcio.

 


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