Ex-deputado José Carlos Aleluia critica política industrial do Governo Wagner e afirma que a Bahia não aproveita interesse de indústrias pelo Nordeste

José Carlos Aleluia critica política industrial do Governo Wagner.
José Carlos Aleluia critica política industrial do Governo Wagner.
José Carlos Aleluia critica política industrial do Governo Wagner.
José Carlos Aleluia critica política industrial do Governo Wagner.

“A Bahia não está aproveitando os ventos que sopram a favor do Nordeste. Por causa do crescimento que vem apresentando acima da média nacional, a região desperta atualmente o interesse de muitas empresas. Fabricante de produtos de higiene, a norte-americana Kimberly-Clark pretende abrir uma unidade industrial no Nordeste, mas só Pernambuco e Ceará estão disputando o empreendimento. A Bahia mais uma vez está comendo mosca”, alerta o presidente da Fundação Liberdade e Cidadania, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia.

Aleluia informa que, segundo matéria publicada no jornal Valor Econômico desta quarta-feira (02/02/2011), a multinacional vai investir 250 milhões de dólares no país, nos próximos anos. “Esse montante será investido na nova fábrica no Nordeste e em outros dois centros de distribuição (CD), um deles pode ser no Norte ou no Nordeste, ainda a definir”.

Prevista para atender a demanda nordestina, a nova fábrica da Kimberly-Clark vai produzir todas as linhas de produtos da empresa, como papel higiênico, absorventes femininos e lenços de papel. “O objetivo deles é ficar mais perto do mercado de consumo que mais cresce no País, reduzindo custos de logística e distribuição. Mas o governo baiano não percebe que é crescente o interesse de várias indústrias em se instalarem no Nordeste. O governador Jaques Wagner nem sequer tem uma estratégia para atrair esses investimentos”, comenta Aleluia.

Para o presidente da Fundação Cidadania e Liberdade, vinculada ao Democratas, essa incapacidade e inoperância do governo Jaques Wagner de atrair empreendimentos industriais para o estado já impediu a vinda da Fiat para a Bahia. “Eles tiveram o desplante de dizer que nem sabiam do interesse da Fiat pela região. A obrigação de um governo que defende os interesses de seu povo é ficar atento aos acontecimentos e ser proativo,  prospectando possíveis negócios para o estado”.

Aleluia observa que o desinteresse baiano pela nova fábrica da Kimberly-Clark, que negocia incentivos fiscais com Pernambuco e Ceará, vai representar, além do investimento na implantação da fábrica, a perda de 400 empregos quando iniciar a operação.


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