A Polícia Civil de Feira de Santana há três dias que já se encontrava investigando um suposto sequestro registrado por Raimundo Nivaldo Silva, 58 anos, residente na rua T, bairro Aviário. Ele procurou a polícia para denunciar que uma filha tinha sumido e vinha recebendo ligações ameaçadoras exigindo que pagasse R$ 4 mil pelo resgate dela.
O coordenador da Polícia Civil, Fábio Lordello desconfiou e designou uma equipe para investigar a veracidade do fato. Acreditando que se tratava de uma farsa a polícia passou a negociar com os “sequestradores” para ganhar tempo. O delegado Lordello descobriu que as ligações eram feitas para o celular de Raimundo e que Ritângela Oliveira Silva, 20 anos forjou o próprio sequestro e usava um menor para negociar por telefone, exigindo o dinheiro e fazendo ameaças.
A polícia instruiu o pai da jovem a não pagar o resgate e no final da tarde desta quinta-feira (03/02/2011) Ritângela teria ligado para a família informando que foi liberada, mas na delegacia, após ser interrogada confessou toda a farsa. Disse que era um jogo de cena para conseguir dinheiro do pai para sustentar o vício em drogas e denunciou seus parceiros.
Os policiais prenderam os outros envolvidos: Carla Figueiredo Bastos, 18 anos, residente numa vila de quartos na rua Papa João XXIII, no Tomba, a irmã de 15 anos e o negociador V.P, de 16 anos, que durante os telefonemas ameaça com palavrões e que agiria com muita violência. Todos foram autuados pelo delegado Marcelo Marques Novo.
Frieza
A delinquente Ritângela demonstrou muita frieza e nenhum arrependimento em querer extorquir dinheiro do próprio pai que tem como renda mensal aproximadamente R$ 600. ” Eu não devo a ninguém e todo o mudo sabe de tudo e não pode negar, mas eu fui a autora do plano “, confessa cinicamente.
Questionada se estava arrependida a acusada respondeu ironicamente: ” Eu não sou a primeira e não serie a última. Atrás de mim vem muitas, eu não abrir e nem fechei a porta do mundo para ninguém “.
Uma parceira de Ritângela informou que ela alegou que devia a traficantes, mas os fatos ainda não foram confirmados pela polícia. ” Ela chegou em minha casa informando que estava sendo ameaçada por um traficante “, disse a menor de 15 anos.
O menor V.B,de 16 anos, que se passava por negociador e que tocava terror nos telefonemas também foi ouvido na delegacia. ” Eu fumo crack e ela me obrigava a fazer as ligações para ameaçar o pai dela e me dava uma pedras (crack) como forma de pagamento, além de 5 reais.
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Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: ‘Estórias que Deus Dúvida’, ‘O Enterro da Sogra, ‘Único Espermatozóide’, ‘Dasdores a Difícil Vida Fácil’, participou da coletânea ‘Bahia de Todos em Contos’, Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua como incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: reyapeixoto@yahoo.com.br.
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