Procurando entender o comportamento do soteropolitano neste período carnavalesco, a Potencial Pesquisas e a Painel Brasil, realizaram em parceria um estudo e mostra que a população soteropolitana vê impactos positivos com esta mudança, no entanto, a pesquisa constatou ainda que para 71,5% da população da capital baiana, quando o carnaval é em fevereiro, o ano realmente só começa após à quarta-feira de cinzas. Mais informações sobre o estudo podem ser obtidas através do site http://www.potencialpesquisa.com.br. As empresas Potencial Pesquisas e Painel Brasil formaram uma aliança estratégica para realizar em conjunto pesquisas de mercado. A partir desta união, intensificam a atuação nacional através dos escritórios de Salvador, Rio de Janeiro e Recife.
Geralmente, o carnaval acontece no mês de fevereiro, porém em 2011, a festa ocorre no início de março. Devido à mudança, a pesquisa procurou identificar o que afeta negativamente e positivamente na cidade. Segundo 64,5% dos soteropolitanos, os faturamentos do comércio e dos serviços devem se beneficiar e 52% consideram que este prolongamento ajuda no aumento do fluxo de turistas e consequentemente na taxa de ocupação hoteleira. Por outro lado, 68,5% dos entrevistados acreditam que os estudos / aulas fiquem prejudicados e apenas 5,5% entendem que há prejuízo no trabalho.
Nesse levantamento sobre o comportamento no carnaval, verificou-se que 42,5% dos soteropolitanos participam do carnaval com freqüência, onde 23,25% diz ter o hábito de frequentar a folia todos os anos e 19,25% participa com muita freqüência. No entanto, 22,75% dizem participar raramente e 29,25% afirmam nunca irem à festa. Segundo José Carlos Martins Leite, diretor da Potencial Pesquisas, “Independente de que forma brincam o carnaval, ou seja, se na pipoca, nos blocos ou no camarote. A participação acontece igualmente entre homens e mulheres e também nas diversas classes sociais. No entanto, a maior participação está naqueles com idade entre 18 e 45 anos, com predominância dos adultos entre 25 e 35 anos”, completa.
Atualmente existe uma grande diversidade de blocos e camarotes para o folião participar do carnaval. “Mesmo com essas possibilidades, mais de 40% dos soteropolitanos vão pular na pipoca, seja por preferência, ou por não ter condições financeiras em comprar camarotes e blocos”, completa José Carlos. O estudo revelou ainda que 31,5% vão para os blocos e 10,3% para camarotes, enquanto 35,5% não vão participar do carnaval em 2011. Quando da análise por faixa etária e classe social, percebe-se que os jovens entre 18 e 24 anos, costumam brincar nos blocos 44,9%, e aqueles com mais 35 anos optam por ficar na pipoca (46%). A maioria das pessoas das classes D e E, aproveita a festa na pipoca (56,5%) ou não brinca o carnaval (33%).
As pessoas que não vão curtir a folia de Salvador (35,5%) procuram aproveitar de outra forma a folga do período. Destes, 40,25% afirmam que irão ficar em casa, 37,75% vão sair de Salvador e 19,50% vão trabalhar e/ou estudar. “Entre aqueles que não vão brincar o carnaval, a pesquisa constatou que quase 90% da classe E soteropolitana vai ficar em casa durante a festa, enquanto 65% da classe A vai viajar, saindo de Salvador”, completa Renê Pimentel, diretor da Painel Brasil.
VERÃO: A pesquisa também quis saber dos entrevistados qual a preferência no lazer durante o período do verão, excluindo a praia, que faz parte do dia a dia das pessoas que moram em Salvador. Ficar em casa é a preferência para 25,8%, 23,8% vão aos cinemas, 19,3% frequentam festas e 15% afirmam irem aos restaurantes. Analisando por faixa etária e classe social, percebe-se que há uma alteração significativa. “Os jovens entre 18 e 24 anos vão aos cinemas, com 44,1% e a classe E fica em casa, com 52,2%”, completa Renê Pimentel.
METODOLOGIA: A pesquisa ouviu uma amostra de 400 pessoas de ambos os sexos, todas as faixas etárias (a partir de 18 anos), estados civis, classes sociais e regiões administrativas de Salvador.










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