
O deputado estadual Carlos Geilson (PTN) apresentou hoje, discurso do então deputado federal Jaques Wagner, proferido no plenário da Câmara Federal em 10 de maio de 2001 contra a privatização da BA-099, a Linha Verde, em que, na época o parlamentar, hoje governador do Estado, pedia a revisão do contrato de concessão à empresa Consórcio Litoral Norte (CLN).
“O então deputado Jaques Wagner bateu duro pedindo providências enérgicas e urgentes contra o pedágio e pediu a revisão dele. Mas Jaques Wagner deixou de ser deputado federal. Perdeu uma eleição, em 2000, para prefeito de Camaçari. Perdeu novamente em 2002 para o governo do Estado, sendo eleito governador, em 2006 no primeiro turno, surpreendentemente, sendo reeleito em 2010, e agora está cercando a cidade de Camaçari de pedágios. Jaques Wagner, em 2001, pediu a revisão do contrato do Estado com os pedágios. Uso hoje o discurso do então deputado e peço para que reveja os contratos com as concessionárias”, enfatizou Geilson.
Para Carlos Geilson, o governo vendeu as rodovias baianas . “Toda a cidade de Camaçari está ilhada. Não se poderá entrar ou sair da cidade sem pagar. Por isso, presto solidariedade ao povo de Camaçari por essa situação. Será que na época em que o hoje governador era deputado federal não pensou em chegar a condição atual? Claro que não. Naquela época, ele considerou o contrato de concessão abusivo e pediu revisão do acordo. Hoje, uso o discurso dele para pedir revisão do contrato”, concluiu o parlamentar.
PTN quer debater pedágio nas estradas baianas
Os deputados estaduais Carlos Geilson e Luizinho Sobral, ambos do PTN da Bahia, apresentaram requerimentos pedindo realização de sessão especial para debater a privatização das rodovias baianas pelo governo do Estado. Atualmente existe um processo de privatização de diversas rodovias baianas a maioria situada no entorno de Camaçari e na principal estrada que liga Salvador a Feira de Santana, este já concretizado, além da BA-099, privatizada em 2000.
“Precisamos debater a privatização da BA 093 (ligação entre Simões Filho e Pojuca) e dos trechos das BA 512 (acesso a Camaçari), BA 521, BA 524 (Canal de tráfego, ligando Camaçari ao Porto de Aratu), BA 526 (CIA/Aeroporto) e BA 535 (Via Parafuso) que irão tornar o acesso ao Pólo Industrial de Camaçari, e as vias passam pelas cidades de Salvador, Simões Filho, Candeias, Camaçari, Dias D’Ávila e Mata de São João mais caros”, avaliou Luizinho Sobral. Segundo o parlamentar, a decisão de privatizar as rodovias no entorno de Camaçari sequer foi precedida de qualquer discussão com a comunidade, haja vista que anteriormente quando da definição da privatização da Estrada do Côco – BA 099 – os moradores já demonstraram toda sua revolta por não terem sido ouvidos ou sequer discutido outras vias alternativas.
Luizinho Sobral destaca ainda que com a privatização das rodovias no entorno de Camaçari, a cidade ficará cercada de pedágio. “Ou seja, o camaçariense não vai ter como entrar nem como sair da cidade sem que seja alcançado por uma destas praças de pedágio. Os moradores da região e ativistas já têm demonstrado e expressado sua indignação afirmando que vão lutar para que possam participar das discussões da nova decisão governamental. A privatização trará incontáveis desconfortos e dificuldades para a população da região, razões pelas quais consideramos pertinente a realização da citada Sessão Especial”, justificou o deputado.
Já a preocupação de Carlos Geilson é em relação a privatização da BR-324 no trecho Salvador-Feira de Santana e a BR-116 no trecho Feira de Santana-divisa com Estado de Minas Gerais, estimulando o processo de privatização de rodovias federais no estado, sem promover o debate com a população. “A falta de diálogo com a população chegou ao ponto do Estado transferir a praça do pedágio de Jauá para Catu de Abrantes, numa iminente ameaça de desalojar aproximadamente de 300 famílias e ampliando a faixa de cobrança de pedágio sem que as famílias fossem consultadas. Por isso precisamos debater esse processo de privatização, uma vez que ele está ocorrendo sem que a sociedade seja ouvida”, afirmou Geilson.
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