Em entrevista exclusiva ao Jornal Grande Bahia, realizada pelo editor Carlos Augusto nesta quinta-feira (24/03/2011), o ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho (DEM) analisou o cenário político com vistas às eleições municipais de 2012, afirmando que uma eventual candidatura será definida de forma coletiva e no momento oportuno.
Durante a conversa, também avaliou a transferência do título eleitoral do deputado estadual Targino Machado para Feira de Santana, discutiu a polêmica em torno da emenda à Lei Orgânica que concedeu estabilidade econômica a ex-vereadores — posteriormente questionada judicialmente — e comentou o impacto recorrente dos aumentos na tarifa do transporte coletivo, destacando o caráter sensível e inevitavelmente controverso do tema.
JGB – Diante do cenário político e das articulações em curso, o senhor avalia a possibilidade de disputar novamente a Prefeitura de Feira de Santana nas eleições de 2012?
José Ronaldo – Veja bem. Esse carinho e atenção do povo são coisas que me deixam feliz. Entre esse carinho e essa atenção e a minha devoção e gratidão ao povo de Feira de Santana há uma distância em relação à questão da candidatura ou não. Esse processo, como eu já disse anteriormente, eu venho observando, ouvindo e discutindo para uma tomada de decisão no momento correto. Uma decisão que não pode ser só minha, mas de grupos, como eu sempre fiz ao longo da minha vida. O ano de 2011 é um ano de diálogo, de muita conversa; é um ano de decisões partidárias, e 2012 é o ano eleitoral. Por enquanto, ainda estamos no processo de ouvir e discutir essas questões.
JGB – Como avalia a recente transferência de título do deputado estadual Targino Machado? Como o senhor avaliaria um eventual pleito para a Prefeitura de Feira de Santana entre José Ronaldo e Targino Machado?
José Ronaldo – Targino é um político que já atua na região de Feira de Santana há muitos anos. Foi prefeito de São Gonçalo dos Campos, deputado, ficou um tempo afastado e agora retornou à Assembleia Legislativa com uma votação expressiva em Feira de Santana. Eu tenho certeza de que essa votação estimulou a transferência do seu título eleitoral para Feira. Eu entendo que, com isso, ele demonstra que quer, cada vez mais, atuar e lutar na defesa do município de Feira de Santana. Eu acho que ele é muito bem-vindo.
JGB – Qual a sua opinião sobre a emenda à Lei Orgânica do Município de Feira de Santana que concedeu estabilidade econômica para oito ex-vereadores? E, quanto à recente proposta de aumento da passagem do transporte coletivo em Feira, qual a sua posição?
José Ronaldo – Olha, são sempre assuntos polêmicos. Qualquer aumento de passagem de transporte coletivo em Feira ou em qualquer parte deste país ou do mundo gera reações. Isso é algo que acontece e, repito: independentemente de questões partidárias e ideológicas de quem seja ou não prefeito, isso acontece. Eu não tenho a menor dúvida de que provoca um debate acalorado sempre que ocorre, e o que está acontecendo não é diferente do que já aconteceu em outras oportunidades.
Quanto à questão salarial, o que eu sei é que a Câmara Municipal aprovou uma emenda que autoriza isso. Houve um recurso do Ministério Público e o Tribunal de Justiça da Bahia cancelou por unanimidade. Hoje, não sei como está a situação, não sei se isso voltou ou se estão recorrendo ou não. Eu não tenho acompanhado esse episódio.
JGB – O município deveria ser ressarcido pelos oito ex-vereadores?
José Ronaldo – Não. Eu acho que, quando se aprova uma mudança na lei e se pagam valores, e a suspensão é feita posteriormente, eu tenho minhas dúvidas se isso pode ser devolvido ou não. Mas, também, é uma questão que pode ser discutida judicialmente.












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