Logo após um período em que as Delegacias do Complexo Policial de Feira de Santana ficou sem água devido a quebra de uma bomba no início deste mês, a Coelba, empresa concessionária distribuidora de energia elétrica cortou a luz de várias delegacias da cidade, inclusive em Riachão do Jacuípe e Ipirá. Foram cortadas a energia da 2ª Delegacia, no bairro da Queimadinha; do Comando de Policiamento da Região Leste; das delegacias de Riachão de Jacuípe e da Delegacia de Repressão ao Furto e Roubo de Cargas (Decargas). A situação foi criticada pelo deputado estadual Carlos Geilson (PTN) que, indignado, lamentou a situação crítica por que passa a Segurança pública na região de Feira de Santana.
“Isso é lamentável. A Secretaria de Segurança Pública acumula um débito de R$2 milhões com a Coelba e não paga. Ou seja, recai sobre a população os prejuízos causados pela inadimplência do Estado. A situação é crítica e chegou ao cúmulo da energia do Complexo Policial Investigador Bandeira não ter sido cortada porque os policiais ameaçaram prender os funcionários da Coelba”, afirmou o deputado. A Secretaria de Segurança Pública não paga a conta de luz do Complexo Investigador Bandeira há quatro meses e acumula um prejuízo de quase R$60 mil. Na área do Complexo estão localizadas várias delegacias, a 3ª Ciretran e o Departamento de Polícia Técnica e não há nenhum gerador para ser utilizado em caso de emergência.
A mesma situação foi registrada no município de Ipirá, quando o delegado Caril de Oliveira, impediu que funcionários da Coelba cortassem a energia elétrica da delegacia local. O atraso no pagamento também ultrapassaria três meses. O mesmo fato ocorreu com a delegacia de Riachão do Jacuípe. “Até quando vamos viver essa situação? Já enfrentamos a falta de água e, agora, a ameaça do corte de energia. A criminalidade está aumentando e a polícia está sem condições de trabalhar. O Estado precisa rever essa situação com urgência”, concluiu o parlamentar.
PTN quer debater pedágio nas estradas baianas
Os deputados estaduais Carlos Geilson e Luizinho Sobral, ambos do PTN da Bahia, apresentaram requerimentos pedindo realização de sessão especial para debater a privatização das rodovias baianas pelo governo do Estado. Atualmente existe um processo de privatização de diversas rodovias baianas a maioria situada no entorno de Camaçari e na principal estrada que liga Salvador a Feira de Santana, este já concretizado, além da BA-099, privatizada em 2000.
“Precisamos debater a privatização da BA 093 (ligação entre Simões Filho e Pojuca) e dos trechos das BA 512 (acesso a Camaçari), BA 521, BA 524 (Canal de tráfego, ligando Camaçari ao Porto de Aratu), BA 526 (CIA/Aeroporto) e BA 535 (Via Parafuso) que irão tornar o acesso ao Pólo Industrial de Camaçari, e as vias passam pelas cidades de Salvador, Simões Filho, Candeias, Camaçari, Dias D’Ávila e Mata de São João mais caros”, avaliou Luizinho Sobral. Segundo o parlamentar, a decisão de privatizar as rodovias no entorno de Camaçari sequer foi precedida de qualquer discussão com a comunidade, haja vista que anteriormente quando da definição da privatização da Estrada do Côco – BA 099 – os moradores já demonstraram toda sua revolta por não terem sido ouvidos ou sequer discutido outras vias alternativas.
Luizinho Sobral destaca ainda que com a privatização das rodovias no entorno de Camaçari, a cidade ficará cercada de pedágio. “Ou seja, o camaçariense não vai ter como entrar nem como sair da cidade sem que seja alcançado por uma destas praças de pedágio. Os moradores da região e ativistas já têm demonstrado e expressado sua indignação afirmando que vão lutar para que possam participar das discussões da nova decisão governamental. A privatização trará incontáveis desconfortos e dificuldades para a população da região, razões pelas quais consideramos pertinente a realização da citada Sessão Especial”, justificou o deputado.
Já a preocupação de Carlos Geilson é em relação a privatização da BR-324 no trecho Salvador-Feira de Santana e a BR-116 no trecho Feira de Santana-divisa com Estado de Minas Gerais, estimulando o processo de privatização de rodovias federais no estado, sem promover o debate com a população. “A falta de diálogo com a população chegou ao ponto do Estado transferir a praça do pedágio de Jauá para Catu de Abrantes, numa iminente ameaça de desalojar aproximadamente de 300 famílias e ampliando a faixa de cobrança de pedágio sem que as famílias fossem consultadas. Por isso precisamos debater esse processo de privatização, uma vez que ele está ocorrendo sem que a sociedade seja ouvida”, afirmou Geilson.
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