Travas, a poesia de Luciano dos Anjos

PRÉ-PREFÁCIO

Luciano dos Anjos nos brinda com a simplicidade de quem sabe que começa. E começa muito bem! Seu “DizTravando” é um livro leve e de absorção quase que imediata, como uma espada sacada no relance do oponente.

De linguagem simples, mas com ousadia no ideário, o Travador, espécie de bufão da ópera da vida, vai semeando máximas aos tímpanos desatentos ao vento. Tanto grandes quanto pequenos são impiedosamente argüidos de sua condição no tempo e espaço, devendo como um Lorde proceder.

A forma remete-nos ao Medieval, com seus cantares de escárnio e, vez por outra, bem dizer. Mas o que necessariamente a Trava traz de novo é uma incisão ao leitor, fazendo-o pôr-se em contemplação, remistificando-o.

A Trava, relato breve, anedotário, conto pintado pelo átimo, música silente é o tratado de persuasão do inquirido, muitas vezes impelido pelo opressor. E Luciano dos Anjos sabe ser assim, um quase Pierrô nesse cenário de brisas inertes, naufragantes do tempo!

Trazendo, à vida silente dos mortais, pérolas do cotidiano em vocabulares alegorias.

Não havendo mais, saca da palavra a Trava e fere o ego alheio com uma flor.

AGRADECIMENTOS

A quem munição deu ao Travador.

Vós que tanto escondestes a face,

ofertando, assim, o veio ao vate.

“O tolo que põe o poeta no prélio da prova,

recebe a corda, a trava e a trova.”

INCIVILIZADO

No cruzamento da Cristovão Barreto com a Senhor dos passos, um bárbaro engoliu a faixa de pedestre ao sinal vermelho. O mensageiro verbalizou: Amigo, você obstruiu a passagem. Cadê a faixa, que não estou vendo?! Ironizou o cara pálida. Reverteu o arauto: A faixa está na consciência do cidadão civilizado.

NEGANDO O QUERER

Na Vênus com Anguera o Alpinista de Estrelas repara o rebanho que passa negando o querer. Explosão atômica! Nuvem de alegoria apocalíptica. Uma buzina o trouxe à terra. Um antigo parceiro da boêmia cutuca: “O poeta não foi à festa do “Trivela”! Está fora da mídia! Nobremente, ele ergueu, mirou a linha do horizonte e deu um tapinha no ombro do colega falando: “Pare…Olhe…Veja… Um pôr de sol tem mais beleza que muitos carnavais…

NÃO ESTUDOU

Numa festa Do C. C. C o boêmio estava no camarote com sua comitiva. Wisque doze anos, mulheres lidas a seu redor, um leque de amigos. A sua ficante bebeu demais e foi parar na enfermaria. Ele tentou acompanhá-la só que foi barrado. Quando insistiu foi empurrado pelo segurança. O agressor falou: Você sabe quem sou ? Sou “Puliça”… O Mensageiro disparou: Deveria ter estudado!

SINUQUINHA

Sinuquinha descontraído nas torres gêmeas. Um capitalista travestido de

pala reta agredia o silêncio. O acordador tocou a alvorada: È meu jovem, seu papo é muito raso. Silêncio… O jogo não foi favorável para o rapaz

que se despediu em ironia: “Não leve a sério o que falei. È claro que não! Sua conversa não passou na peneira. Leve a sério o que falei. Você vai deixar de ver o mundo pela fechadura da porta.

BOA TARDE

Saí na porta de casa para ver o mundo. Um carro parou. De repente um coroa perguntou-me: Onde é a rua Anguera? Respondi: Boa tarde! Ele novamente: onde é a rua Anguera ? Repeti: Boa tarde! Onde é a rua Anguera? Respondi: È a primeira à esquerda. Antes de arrastar o carro, a filha e a esposa saíram sorrindo, tentando reverter a falta de civilidade do magnata.

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

Saiu de casa com olhar de cronista, estava vendo tudo ampliado. A deselegância da madame ao pedir informação lhe provocou. Os sanhaços cantando no ipê florido canções primaveris, teceram acordes n’alma. Ao passar em frente ao colégio Padre Ovídio avistou um aluno jogando lixo na calçada. Cumprimentou o rapaz, evocando-o à consciência ambiental. O rapaz retornou e pegou o lixo. Ele se despediu com uma máxima: A natureza está morrendo… Mas o homem não se deu conta que faz parte dela!

PAGUE DEZ

Tinha menos de um mês de quartel quando um soldado antigo me abordou: “Dos Anjos, pague 10 flexões! Rebati dizendo: “Pague 20 pra mim”! Um dos dois soldados que estava com ele disse: “Ó para o recruta, te desmoralizou! Você não vai fazer nada? O soldado ficou nervoso e aos berros disse novamente: “Recruta, pague 10”! E vinte ele pagou…

TRAVA DE UM VIAJANTE

Estava em uma Van rumo ao interior de Alagoas, um cavalo atravessou e a Professora falou: Motor, pare que o poeta quer passar! “O rapaz que estava do seu lado lhe cutucou dizendo que o poeta estava no fundo. O poeta ficou tranqüilo, não esboçou nem uma reação. Passados dois quilômetros algumas vacas obstruíram a rua. O poeta chamou a atenção do motorista e disse: “Motor, deixe as professoras passarem. “De imediato todos se derreteram em risos e a professora ficou resmungando o resto da viagem.

SOU RICO

Lá no wasabi, um gabola sentou-se na mesa do mensageiro e começou a falar: Sou fulano de tal, acidade inteira me conhece. Tenho várias empresas, carro de luxo, casa na praia! Fatigado com a conversa o mensageiro o interrompeu com uma pergunta: Quantas vezes esse mês você viu o pôr do sol ? O rapaz do ego inflado murchou dizendo que não. Com sorriso no rosto o poeta respondeu: Então sou mais rico que você.

VOCÊ SUMIU

Você sumiu. Final de semana te procurei, todos estavam viajando.

Reclamou o capitalista. – Amigo, em que circunstância me procuras? Na pretérita semana teus amigos tolos todos na boêmia e não atendestes meu chamado… De agora em diante não serei mais teu guarda-chuva. A semente foi plantada, só procuras-me se quiseres voar.

DESGARRADA

Signos do Apocalipse ornamentavam o poente… A lua veio mansa beijando a estrada. Véspera de São João, todos se dirigiram à festa na fazenda do Lorde de Itajú. Enclausurou-se o poeta para lapidar o verso. Desatino grande sussurrou toda casa. O anfitrião não se convenceu. Despediu-se o mensageiro semeando reticências: Eu sou aquela ovelha que driblou o rebanho para construir seu próprio arado.

CONVERSA MÓRBIDA

Sentou-se absorto na pedra do encanto, ouvido o silencio sussurrando na relva coisas excelentes. Quando regressou para o lar, a mãe estava doente no sofá. Duas madames faziam sala contando barbaridades da página policial. Sorriu dizendo: Bom dia! Contem-me as boas Novas! Rebateram dizendo que era a realidade. Reverteu o arauto: No Jornal tem cultura, política, esporte, informações diversas que também são realidade. O ano tem quatro estações não podemos se apegar só ao inverno.

LUZ PRÓPRIA

A tarde definhou como uma manga triste. Ventos vadios sopravam um turbilhão de Idéias. Na relva caminhavam os homens da lira.

Um deles comentou que tudo estava dando errado. Que rezava, acendia velas mas nada dava certo. Após um breve silencio o outro falou: Eu acho que você está rezando pro santo errado! Ele não gostou e fez um comentário: Só o seu santo que presta! Claro que sim! O meu santo tem luz própria! Eu não preciso acender velas para ele me ouvir.

DEZ REAL

Terça feira o amigo Alexandre me chamou para o Café Unique. Chegando, sentamos à mesa da frente. O chefe Borges, Como sempre, esbanjando simpatia… Altos papos rolaram. Uma garoa começou cair. Um dos grandes verbalizou: “Bicho, quer “dez real” para trocarmos de mesa? O mensageiro sacou a espada e desarmou o insolente: Pegue seu “miudinho” e compre um livro para aprender a pôr sua arara no plural.

CEGUEIRA ESPIRITUAL

Turistas de quarteirão passeavam em um trono móvel. Março Sabá… As nuvens de chumbo choravam ininterruptamente.No banco do fundo, os protagonistas nutriam um diálogo sobre o mundo espiritual. O poeta recitou uma poesia… “Mestre, Mestre querido, plantaste em nossas almas a semente da verdade, mas a aridez dos nossos corações não permitiu que desse frutos. O condutor interrompeu o dialogo com um comentário improcedente: Esse papo de crente é muito chato. Com olhar sereno esclareceu: Uma alma sem Deus é como uma árvore que nunca bailou com a brisa da madre. Nem se banhou no orvalho da madrugada quando o silêncio revela verdades profundas.

BIBLIOTECÁRIO

Chegou à sua segunda casa e pegou na estante um livro de Balzac. A

Bibliotecária barrou o empréstimo pois sua carteirinha estava suspensa.Sentou-se e esclareceu a dona: Senhora, moramos num pais de leitores escassos, negaras um livros ao amigo das letras. De longe vim para pegar esse bendito, permitiras que retorne de mãos vazias? A Senhora cedeu com a argumentação e desejou-lhe boa leitura. A Agradeceu dizendo: Lembrarei de ter na minha poesia.

O MENSAGEIRO

Um tocador que tem o riso escasso apontou o dedo acusador para o pretérito imperfeito do poeta. Cheio de si, apresentou-se com a persona de um Avatar. Após um breve silêncio o poeta mirou a lua e sentiu nos lírios da alma o bálsamo da poesia. Num passe magistral fez do acusador o alvo: Sei que vem de longe trazendo a noite no peito. As miríades que te cercam alimentam-se de lume vela. Tu só serás luz quando aprenderes a perdoar.

LIXO

Ao passar pela rua Senador Quintino o mensageiro presenciou um adolescente jogando papel no chão. Pediu que jogasse no lixo. A mãe do infrator não gostou: Você não tem nada a ver com isso. Sou eu quem educa ele. Com Tranqüilidade reverteu o destravado: Desculpe-me senhora. Se tivesse feito seu papel ele não estaria sujando a cidade.

MUDOU NADA

Estava regressando do campo ao entardecer, a duas quadras de minha casa encontrei uma colega do ginásio que não via a muito tempo. Fizemos os comprimentos de praxe e ao se despedir ela falou-me: “Você não mudou Nada”. Passei a mão na frente do rosto com um limpador de pára-brisas e falei: “Você que pensa”. Ela saiu andando com olhar incrédulo e seguia

SARAU DE MÁSCARAS | Para Cezar Romero

No baile de máscaras da elite cultural, os empalitozados patinavam, poetas avulsos. O cavalheiro (Da trava) vinha com a taça na mão, saboreando o ébrio tinto. Sorriso brando, olhar confiante como de guerreiro. Os acordes de Akenaton casaram com os versos de Lima de Sá e os presentes se deleitaram. Um ilustre comentou com o mensageiro: “Um talento desses tocando de graça! A trava despertou da gaiola invisível e suscitou risos largos: E o Bem-te-vi que canta o dia inteiro e não cobra cachê?

O CAPITALISTA

O caminheiro ia seguindo pela insólita vereda, tentando encontrar a solução para os problemas do mundo. Livrou-se das convenções, desatou as amarras da mediocridade e deixou o poeta aflorar. O capitalista ao passar em seu trono móvel o interpelou com altivez: Por que vives a vagar pelo submundo com essa pose de lorde? Com voz compassiva respondeu o poeta: A nobreza vem da alma… O dinheiro é um artefato que muitos pobres usam para se sentirem nobres…

TRAVAS

O poeta fora convidado por um amigo para uma festinha em sua casa. Lá chegando, cumprimentou os presentes e sentou-se. O papo era magro, falavam de temáticas comum ao rebanho. Um dos tagarelas incomodou-se com o silêncio do poeta e verbalizou: Você fala nossa língua. Aqui ninguém morde não. Reverteu o silente: Eu não falo sua língua, meu caro. Gosto de uma conversa robusta regada a metáforas. No banquete das idéias não me restrinjo ao feijão com arroz.

O ÉBRIO, O POETA E O PADRE

Sábado a tarde, o padre o poeta e o alcoolizado. O padre e o alcoolizado tomavam soro na Unimed. O poeta acompanhava o amigo. Na maca ao lado o padre discorria um sermão para o beberão. Dizendo que ate o vinho da ceia era suco de uva. Depois confessou que adorava bolo com Coca-cola. O poeta entrou em ação e despertou a trava. Meu caro padre, Coca-cola é desentupidor de pias. O bêbado esbanjou risos largos… O padre confessou: Aí tenho que dar minha mão à palmatória.

SÁBADO

Sábado à tarde, amigos reunidos, violão. Tudo corria numa harmonia maviosa. O primo do anfitrião incomodou-se com o clima amistoso e desacatou o arquiteto de palavras. É, cara, você não tem dinheiro mas só quer andar no meio dos ricos! Mirou os presentes e sorrindo desfez o ruído: Não seja, tolo garoto! A nobreza vem do espírito o dinheiro é um artefato que muitos pobres usam para se sentirem nobres.

RESPOSTA

Uma aspirante a patricinha que passeia pelas bordas do Direito depreciou o livro da Trava que corria livremente pelos corredores da FAN. Outrora, breve, em um churrasco, o livro de Nietzsche à mesa ela folheou com distanciamento, esboçando olhar incrédulo. O Mensageiro advertiu: È meu anjo, esse livro é só para mentes evoluídas. Caras é uma boa leitura para você.

Luciano dos Anjos

Luna emergiu no horizonte boreal com as vestes do arrebol. O poeta saiu absorto pelas ruas com um livro de Gibran na mão. Um desengraçado o interpelou ao cruzar seu caminho: Você parece um louco só anda com um livro na mão. Deve ser para tirar onda de intelectual! Olhou para o céu e pediu perdão pelo seu agressor. E com as palavras certas desanuviou o céu nublado: Gosto de andar com um livro, porque muitas pessoas que nos circundam são com um folha de papel em branco.

23h30min

O arauto tentava concentrar-se em uma leitura do mestre Aristóteles. Uma língua maliciosa agredia o silêncio com palavras mórbidas. Levantou-se e pediu ao inconveniente que baixasse o volume. O intrépido esbravejou o chamando de egoísta. Dirimiu com uma reflexão: Egoísta é quem silencia para buscar sabedoria, ou quem invade o silêncio alheio com palavras amargas? Descansa tua língua e aguça teus ouvidos. A sabedoria diz muitas verdades pela boca do silêncio.

MEUS PÊSAMES

Um colega de jornalismo disparou ao encontrar o poeta na rua. É, poeta, da nossa turma quase todos se formaram e você ficou para traz! Agora depois de formado eu só vou relaxar. Tão cedo não quero saber de um livro. O poeta sorriu dizendo: Depois de formado eu pensei que você teria virado um leitor.

CAROS SÃO OS DEDOS

O grupo dos sete estava reunido, largos papos, só faltava Deter. Os mais inteligentes jogavam videogame. As namoradas sempre alerta tentando colher algum descuido. Victor e o mensageiro compunham uma canção. Rabeada veio bruscamente e pegou o violão e disse: Esse violão foi o mais caro da loja. O Destravador sorriu dizendo: Meu caro amigo, mais caro são os dedos.

BOA NOITE

Um grupo de estudantes de jornalismo foi se confraternizar. Uma colunista social com pose de sosialight interpelou um dos estudantes quando retornou do banheiro. Quem é você ? Boa Noite! Identifique-se primeiro. Eu sou fulana de tal, colunista de tal Jornal. Desculpe minha falta de educação. Com olhar sereno falou: Já era de se esperar!

DESANUVIANDO

Saiu na porta de casa, cumprimentou a lua e seguiu absorto por ruas

insólitas… O vento sussurrou-lhes ao passar em sua carruagem: Porque andas sozinho a vagar, meu nobre poeta? Não ando só… Gosto de estar comigo. O vinho da amizade nunca faltou em minha mesa. Que pena… Estais querendo me ver pelo teu espelho. Sei que tu que andas a vagar como andarilho errante, jamais encontraste pousada para repousar. Saiu indiferente, sussurrando na relva um breve lamento.

BACANA

Um amigo do mensageiro que esta morando fora, veio lhe contar que as más línguas andam dizendo que ele esta andando no gueto. Com olhar autoritário advertiu: Logo você que sempre andou com a elite, tem amigos bacanas! É, meu amigo, andei refletindo e acabei mudando meus conceitos: Tem duas elites: A cultural e a monetária. E bacana é que tem algo para me ensinar. E rico, meu jovem, é quem tem sábios amigos.

CONVERSA DE POETA

Lá na pedra do silêncio três vates conversavam. O pássaro enigmático inundava de poesia o ser ão. Nuvens de chumbo vagavam pelo céu das lembranças. Um deles perguntou ao alpinista de estrelas: Qual é a sua melhor poesia? Mirou o horizonte como se estivesse vendo além das nuvens e respondeu: A melhor poesia é a que ainda não fiz. O outro evocou a lógica. A alpinista reiterou: Tente ver além… Onde as retinas não conseguem afagar. Silêncio profundo…

DESAPEGO

O dia definhou-se como um monge triste. O poeta saiu pelas ruas como pagodeiro em meio a sinfonia. No cair da tarde, quando o sol já era morto apareceu em sua porta um grupo de amigos: È poeta, está difícil te encontrar. Só anda viajando, não tem celular. Com olhar tranqüilo como nau silente solfejou: Quando eu era acessível colocaram-me na promoção. Desapego é meu lema. Meu gado agora estou criando solto.

O POETA E O FILÓSOFO

Vênus com Anguera… Quedaram absortos um poeta e um filosofo. Tudo é relativo, disse o último. A palavra Dele é a verdade absoluta. Esclareceu o arauto. O filósofo verbalizou: Depois que você se converteu ficou limitada. É por isso que nunca vi um poeta evangélico. Silêncio… ficaram admirando a lua por um bom tempo. Depois o poeta começou a falar dos Salmos, Provérbios, Eclesiastes e finalizou com o livro de Jó. Com os olhos cheios de resplendor falou: Tem seres que dizem que esses livros não tem poesia. O filósofo indagou: Quem foi esse tolo ?

RAÇÃO

Após ter recebido um puxão de orelha da matriarca, o irmão apontou o dedão para o poeta: E o outro aií? Não faz nada, passa o dia inteiro

lendo e escrevendo, dizendo que é artista. O poeta olhou para o gado e teve compaixão dele. Sussurrando com a brisa fagueira anunciou a

alvorada: Tu só vives preocupado com a ração. Não lês, não aprecias as Artes. Só anda com as retinas mergulhadas no plasma. Quem é que vai educar teus filhos?…

*Por Luciano dos Anjos


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