Unesco condena assassinato de jornalista de Pernambuco

Luciano Leitão Pedrosa, repórter policial e radialista, foi morto a tiros em 9 de abril de 2011; segundo mídia local, ela estava recebendo ameaças de morte.

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, condenou o assassinato do jornalista Luciano Leitão Pedrosa.

Ele foi morto a tiros em um restaurante em Vitória de Santo Antão, nordeste de Pernambuco, no último dia 9.

Várias Ameaças

O repórter, de 46 anos, era conhecido por sua cobertura crítica de autoridades e grupos criminosos do estado.Luciano Leitão Pedrosa também trabalhava como radialista para a estação Metropolitana. Na TV Vitória, ele apresentava o programa “Ação e Cidadania”. Segundo a mídia local, ele havia recebido várias ameaças. O colega Eliel Magno, que trabalhava com Leitão Pedrosa na TV, falou à Rádio ONU, de Vitória de Santo Antão, sobre o amigo.

“Ele era uma pessoa querida, um pai, um exemplo, um amigo, uma pessoa que sempre se relacionava bem com todos da sociedade. Tinha este lado de bater de frente com a criminalidade. E alguns traficantes vinham lhe ameaçando de morte, há um bom tempo. Porém, ele nunca deu crédito e por isso nunca registrou uma queixa de ameça na Delegacia de Vitória. Mas a delegada era ciente. Ele chegou a comentar com ela, algumas vezes, que vinha recebendo ameças. Mas ele nunca registrou uma queixa”, contou.

Jornais de Pernambuco informaram que a Polícia Civil divulgou o retrato falado do atirador. Um suspeito de pilotar a moto usada na fuga foi preso.

A Unesco disse que o assassinato do jornalista é um ataque direto ao direito humano básico da liberdade de expressão. A chefe da agência condenou o crime e pediu que os culpados sejam punidos.

Iraque

De acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, CPJ, este é o segundo caso de ataque a profissionais da mídia no Brasil só neste ano.

Antes, o blogueiro Ricardo Gama ficou gravemente ferido após ser baleado no Rio de Janeiro por um atirador não-identificado.

Em nota separada, a Unesco também se manifestou contra a morte do executivo de TV iraquiano Taha Hammed. Ele foi alvejado em seu carro ao lado do ativista de direitos humanos Abed Farhan, no sul de Bagdá, em 8 de abril. Os dois homens morreram no ataque.

Hammed foi o quinto jornalista a ser morto no Iraque desde o início do ano.

*Com informação da Rádio ONU.


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