Em Cannes, Moretti psicanalisa futuro Papa em crise existencial

O terceiro dia do Festival de Cannes apresenta o aguardado “Habemus Papam”, última criação do provocador cineasta italiano Nanni Moretti. A França comparece com “Polisse”, da diretora Maïwenn, uma ficção sobre o universo profissional e pessoal de um grupo de policiais encarregados da proteção de menores. Este terceiro dia do festival apresenta dois aspirantes à Palma de Ouro que têm como único ponto comum a subida, sobre o tapete vermelho, da escadaria do Palácio dos Festivais.

Santa provocação

“Habemus Papam” é o décimo-primeiro longa do diretor italiano Nanni Moretti, e seu sexto filme em competição em Cannes. O tema, mais do que polêmico, já está causando escândalo nos meios católicos italianos.

Resumindo a história, durante um conclave em Roma para a eleição de um novo papa, o cardeal escolhido, interpretado por Michel Piccoli, se recusa a aparecer diante da multidão em transe na Praça São Pedro, aterrorizado pela dúvida e pelo peso da responsabilidade. A solução encontrada é levar o futuro Papa a um psicanalista, interpretado pelo próprio Moretti que, mais uma vez, ataca um dos seus temas prediletos: o questionamento interno.

Proteção policial

O outro filme do dia é o primeiro dos quatro franceses em competição, “Polisse”, da jovem e bela diretora de perfil mais independente Maïwenn. Em sua ficção, ela faz uma radiografia do cotidiano de um grupo de membros da Brigada de Proteção dos menores na França, das operações contra os pedófilos aos dramas pessoais. A cineasta é conhecida por caminhar contra a corrente e abordar de um modo bem pessoal temas que costumam ser explorados em super produções como, neste caso, o dia a dia dos policiais.

Olhar global

Na mostra paralela, marcada por uma diversidade regional maior, serão exibidos hoje os filmes Toomelah, do australiano Ivan Sen, o esperado Miss Bala, do mexicano Geraldo Naranjo, inspirado em fatos reais, e Arirang, do sul-coreano Kim Ki-Duk.

*Com informações: RFI | Leticia Constant


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