Determinar a qualidade dos produtos de origem vegetal, seus subprodutos e resíduos de valor econômico para auxiliar a comercialização e beneficiar os agricultores baianos. Com esta finalidade, a Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), através do Serviço de Laboratórios e Classificação (SLC) da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A., é a responsável pela classificação de produtos de origem vegetal, no Estado.
Segundo o diretor Executivo da EBDA, Elionaldo de Faro Teles, a classificação de produtos de origem vegetal ajuda na qualificação e melhora do comércio agrícola. “Este serviço protege a quem produz, a quem compra a safra, e, principalmente, ao consumidor final, que passa a ter segurança quanto a qualidade do alimento adquirido”, afirmou Teles. De acordo com o diretor, a prestação desse serviço, em 2010, proporcionou à EBDA uma receita da ordem de R$2,46 milhões.
Com o certificado de classificação, o agricultor ou embalador, conhece a qualidade do seu produto e, consequentemente, o seu valor real, o que lhe dá maior poder de barganha na comercialização. Na Bahia, a empresa trabalha com Postos de Serviço em Salvador, Feira de Santana, Barreiras, Irecê, Itabuna e Luiz Eduardo Magalhães.
O chefe do SLC, engenheiro agrônomo Gernack Ferraz Souto, explica que a classificação determina a qualidade dos produtos com base em padrões físicos, químicos e/ou descritivos, e se constitui em um serviço auxiliar da comercialização. Ele informa que a classificação beneficia a população como um todo, desde o agricultor, viabilizando preços dignos para as suas safras, a agroindústria, inibindo a fraude de mercado e possibilitando a concorrência leal, até o consumidor, disponibilizado produtos de qualidade.
Ferraz informa também que o governo é beneficiário deste serviço, pois embasa a política de formação de estoques reguladores, evitando a aquisição de produtos de níveis qualitativos inadequados para armazenagem prolongada, e auxiliando na preservação do conceito comercial do país, impedindo o subfaturamento e a evasão de divisas.
Na Bahia, a EBDA é a empresa credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para classificar e certificar: arroz, farinha de mandioca, feijão, alpiste, fécula, tapioca, milho, soja, girassol, lentilha, mamona, sisal, trigo, farinha de trigo, óleos de soja, de girassol, de algodão, de canola e de milho, algodão, sorgo, pera e maçã. “É obrigatória a classificação de produtos de origem vegetal nas aquisições do governo para os produtos destinados diretamente à alimentação humana, ou quando para importações”, diz o diretor.
Sistema On Line
Para certificar os produtos classificados, a EBDA utiliza o Sistema Informatizado de Classificação (Sisclas), que permite mais agilidade na emissão de laudos, certificados e relatórios, via internet, e garante segurança contra possíveis fraudes. “O Sisclas é o sistema de gestão do SLC, muito ágil e seguro, e pode ser acionado em qualquer ponto do país”, explica a chefe da Divisão de Informática da empresa, Regina Marinho, responsável pela implantação do sistema.
O Sisclas foi desenvolvido pela Emater/RS, cedido e adaptado para uso da EBDA. Nesse trabalho, a empresa conta com a parceria da Emater-RS e da Companhia de Processamento de Dados da Bahia (Prodeb), onde o sistema está depositado no seu Datacenter.
Empresas empacotadoras, envasadoras e produtores de todo o país podem utilizar os serviços de classificação da EBDA, enviando suas amostras via correio. Nesse processo, a análise é feita e o certificado fica disponível para impressão on-line, com a assinatura digital do técnico responsável pela avaliação. Para a confirmação, a empresa compradora pode entrar no site do Sisclas e confirmar a validade do certificado. “Este sistema garante total segurança contra fraude”, assegura Marinho.
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