
Médico, secretário de saúde de Feira de Santana e vereador licenciado, Getúlio Barbosa, em entrevista exclusiva ao Jornal Grande Bahia, explica o que foi possível avançar na questão da saúde municipal. Segundo Barbosa, dar um tratamento mais humano aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), diminuir o contingente de pessoal para que sobre mais recursos para investir no tratamento do paciente, regionalizar o atendimento o SAMU (Serviço Atendimento Móvel de Urgência) e buscar convênios com o governo federal, foram algumas das ações implementadas na administração.
Jornal Grande Bahia – Quanto a melhoria no atendimento ao cidadão, o que esta sendo feito?
Getúlio Barbosa – O que fizemos de diferente do que vinha ocorrendo, foi chamar a atenção dos todos os departamentos para a importância de prestar um trabalho mais humanizado aos usuários do Sistema Único de Saúde. Tentando colocá-los como pessoas prestadoras de serviços e empregados do povo de Feira de Santana. Embora em alguns casos não se possa resolver o problema do paciente, mas, podemos dar uma atenção especial e uma palavra mais humana. Essa é a principal questão, de humanizar e até dar acesso livre, como prega a norma do Sistema Único de Saúde, um acesso livre e universal.
JGB – Quanto aos gastos com pessoal, existem cortes?
Getúlio Barbosa – Traçamos algumas metas. Reduzir os gastos com a folha de pessoal para que sobrasse mais dinheiro para investimento na área da saúde, e isso está sendo feito. A cada mês a gente diminui o funcionalismo contratado, terceirizado. Através de auditoria interna de toda secretaria, descobrimos onde existe excesso de pessoal, carência e estamos remanejando. A auditoria esta fazendo um retrato real de onde tem demais e de onde tem de menos. Vamos remanejar e os excessos nós iremos cortar. Aliado a isso, procuramos sempre não deixar faltar nada, equipamentos e ou medicamentos. Os medicamentos principalmente, por serem distribuídos pela rede própria da secretaria.
JGB – Existe a possibilidade de celebrar convênios com o Governo Federal?
Getúlio Barbosa – Apresentamos alguns projetos ao Governo Federal, a exemplo do projeto Olha Brasil. Que vai atingir uma população acima dos 60 anos e crianças em idade escolar, na área do ensino médio. Este projeto está sendo liberado agora, são recursos da ordem de R$ 1,2 milhão. Estes recursos serão aplicados na prevenção da parte visual, com distribuição inclusive de óculos para quem precisar. Outro projeto é a revitalização, reequipamento de toda a rede própria do município. O Ministério da Saúde já deu o Ok.
JGB – No Brasil alguns municípios serão responsáveis pela regionalização do SAMU. Como fica Feira de Santana?
Getúlio Barbosa – O SAMU municipal vai ser nos próximos meses um sistema regionalizado. Feira de Santana será a sede principal, e teremos cidades a exemplo de: Serrinha, Amélia Rodrigues, que contarão com postos avançados. Ao todo, cerca de 20 cidades farão parte do SAMU Regional Feirense.
JGB – Mas a cede atual do SAMU, na Avenida João Durval, não seria inadequado para um serviço deste porte?
Getúlio Barbosa – O Estado cedeu um terreno onde funciona o CEREST [Centro de Referência e Saúde do Trabalhador]. Estamos com um projeto sendo elaborado, devemos entregar nos próximos dias para que o Estado encaminhe para Brasília e possa vir a verba para a construção rápida desta sede, que é uma coisa que a gente está programando nesses quase três meses.
JGB – Existe a preocupação com a reciclagem técnicas dos profissionais de saúde de Feira de Santana?
Getúlio Barbosa – Temos feito também um trabalho que eu considero importante, que é a reciclagem dos profissionais de saúde. Nós estamos fazendo reciclagem para médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiros. Terça-feira mesmo, fizemos o primeiro curso de reciclagem do Hospital da Mulher e do Hospital da Criança, que foi lá no auditório da secretária. É importante estimular essas pessoas. Dar novas informações para que elas se atualizem, e nesse bojo de informações, incentivar que as pessoas encarrem o serviço público como uma coisa que é como se fosse um setor privado, não fazendo do serviço público um bico. Essa é a nossa intenção.
JGB – E quanto ao problema da dengue?
Getúlio Barbosa – Quanto ao trabalho de combate a dengue nós avançamos muito. O Ministério da Saúde mapeou no começo do ano, cerca des dez cidades que estava com possíveis epidemias. Feira estava incluída, e até o momento, sem nenhum dinheiro federal, nós avançamos e Feira não teve essa epidemia. Inclusive tem menos casos em relação ao ano passado.
Equipamos todo o pessoal de agentes de endemias, agentes comunitários, com todo o fardamento, dando melhores condições de trabalho, escolhidos por eles. Temos um diálogo permanente com o sindicato, tantos dos agentes de endemias, como dos agentes comunitários de saúde. Eu acho que é nisso que estamos avançando.
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