Estrangeiros devem poder comprar terras para produzir o equivalente à 50% da capacidade instalada de processamento, diz Eduardo Salles secretário estadual

Os empresários estrangeiros que queiram investir no Brasil, implantando agroindústrias para verticalizar a produção, devem poder adquirir terras com áreas suficientes para produzir o equivalente à 50% da capacidade instalada de processamento, garantindo assim a matéria prima para funcionamento do empreendimento. Foi o que disse o secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, no Rio de Janeiro, ao participar da abertura do 12º Congresso de Agribusiness, evento que termina nesta quarta-feira, (22). O secretário, alerta que, pela falta de definição desta questão, o País perde a cada dia milhões de dólares e a possibilidade de gerar milhares de empregos.

O secretário baiano destaca que a Bahia, que tem a agroindustrialização como uma das metas prioritárias do governo, tem feito o dever de casa, divulgando mundo a fora as oportunidades de negócios no Estado e buscando investimentos para verticalizar a produção, encontra dificuldades em concretizar negócios, porque os empresários estrangeiros não se sentem seguros com relação à compra de terras.

De acordo com o secretário, a autorização a ser emitida pelo Conselho Nacional de Terras, (Conater), ou instrumento legal a ser aprovado pelo Congresso, deverá também estabelecer prazos para o início da plantação. “Nós somos terminantemente contra a especulação imobiliária, mas devemos criar as oportunidades para quem quer investir e gerar renda no Brasil”, reafirmou ele.

Usando uma figura de linguagem, o secretário disse que “devemos aproveitar um momento único em que o cavalo está passando selado à nossa frente para agregar valor aos nossos produtos e gerar milhares de empregos”. O secretário da Agricultura da Bahia pediu o apoio dos ex-ministros da Agricultura Pratini de Moraes e Roberto Rodrigues, presentes no evento, para essa questão.


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