

O deputado federal Fernando Dantas Torres (ex-DEM atual PSD), em entrevista exclusiva a Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia, comenta sobre o crescimento do PSD, adesões de lideranças regionais ao partido, perspectivas para as eleições municipais de 2012 e como a crise porque passa a R Carvalho tem afetado a economia.
Confira a entrevista
Jornal Grande Bahia – Como o senhor pretende fazer com que o PSD avance em Feira de Santana?
Fernando Datas Torres – Buscando lideranças com os vereadores, pessoas que pensam em crescer com o partido, e buscando novos lideres. Aqui em Feira nós temos o vereador David Neto, a vereadora Gerusa Sampaio, o vereador Ailton Mô, vereador José Carneiro, vários vereadores que têm o interesse em assim que o partido estiver legalizado, fazer parte do partido.
O vereador Sebastião Bastinho, assim que estiver legalizado virá fazer parte do partido, e tenho certeza que o PSD tanto na Bahia quanto em Feira de Santana, como no Brasil, ele estará entre os três maiores partidos, até porque é um partido novo, de ideias novas, com novas lideranças.
No Brasil tem o nosso líder Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, e na Bahia tem o vice-governador Otto Alencar, em Feira de Santana o deputado federal Fernando Torres. Então, é dessa forma que nós iremos crescer, buscando novas lideranças e trazendo nomes que possam crescer o partido.
JGB – E na microrregião, o senhor tem pensado em alguma ação para poder conquistar espaço em alguns municípios, próximos a Feira de Santana, que fazem parte da influência socioeconômica de Feira?
Fernando Torres – A microrregião tem, Amélia Rodrigues tem o ex-prefeito Paulo Falcão e Mário Paim, em Antônio Cardoso tem o ex-prefeito Baixa Fria, Santo Estevão, tem o ex-prefeito Orlando Santiago, nós temos em todos os lugares da região. Temos em São Gonçalo, o prefeito Furão, que tudo indica que virá para o partido. Então, nosso partido na região está muito bem representado, com pessoas idôneas, que já foram prefeito, que pretendem ser prefeito e também prefeito com mandato e vereadores.
JGB – O senhor definiu um nome para que o seu grupo apoiar na sucessão municipal de Feira de Santana?
Fernando Torres – Eu acho que ainda é bem cedo. A eleição é no ano que vem. Eu acho que quando a eleição começa cedo os governantes param de governar e ficam pensando nas eleições. Então é cedo, até porque o tribunal eleitoral, só permite no ano que se aproxima começar a campanha.
No ano que vem nós vamos reunir o partido, reunir os vereadores, as grandes lideranças, com o nosso líder na Bahia, o Otto Alencar, também com o nosso líder nacional Gilberto Kassab, e definir com quem o partido irá seguir. O que tem definido é que o deputado federal Fernando Torres, não é candidato a prefeito. Nós iremos apoiar um nome forte, um nome que tenha compromisso com o partido, com os vereadores e com quem participa do partido. Então é cedo, e no ano que vem nós iremos definir quem nós iremos apoiar.
JGB – Mudando um pouco o tema da nossa entrevista, mas falando de um tema que o senhor conhece muito bem, que é o setor de construção civil. O senhor atuou como construtor e tem casas de materiais de construção. O senhor tem acompanhado a crise que passa a R Carvalho?
Fernando Torres – É uma pena, uma empresa feirense passar por essa crise tão difícil, quase uma falência. Eu torço que não aconteça uma falência, mas fechou as portas. Espero que o mais rápido possível a Caixa Econômica Federal, os trabalhadores também, resolvam os problemas que tem com a R Carvalho, e ela possa retornar a trabalhar normalmente.
Claro que nós sabemos que ela não irá funcionar como era antes, como estava antes, que logo no começo que houve a crise da R Carvalho, os diretores da empresa disseram que iria desacelerar. Desacelerar é diminuir a quantidade de obras.
Então, é uma pena, o comércio de Feira perde bastante. A gente já sente no comércio de Feira uma reação negativa ao fechamento da R Carvalho. E espero que o mais rápido possível resolva esse problema, tanto a Caixa Econômica Federal, como os diretores e o presidente da R Carvalho, porque os trabalhadores estão sem receber sua rescisão. Espera-se que o mais rápido possa resolver esse problema tão difícil e que prejudica Feira de Santana.
JGB – O deputado José de Arimatéia em entrevista ao nosso jornal, já disse que quer levar esse debate para a Assembleia Legislativa, e nós acreditamos que isso deve ser extensivo, por que o dano é a sociedade, não é a uma ou duas pessoas.
Fernando Torres – Então, eu não vejo negligência da Caixa. Eu vejo quase que uma falência de uma construtora, e infelizmente uma construtora de Feira de Santana. Um problema pessoal da empresa, e que essa história de atrasar obra eu creio que isso é secular. Veja a obra do metrô de Salvador, quanto tempo tem atrasado?
Não vejo um problema direto da Caixa Econômica. A Caixa o que pode fazer, ela fez, e não irei colocar culpa na Caixa Econômica, desde quando foi um problema de um empresário. O empresário Roberto Carvalho. Ele é um feirense amigo, vive em Feira de Santana, consome em Feira, e houve uma falência do empresário.
Mas a Caixa deve resolver o mais rápido possível, tirando as obras da R Carvalho e passando para outras construtoras. Eu acredito que a forma com que a Caixa tem de resolver o mais rápido possível esse problema é pegando as obras e licitando. Passando para outra construtora fazer o mais rápido possível, porque a população precisa de casa para morar.









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