Livro da Embrapa atualiza sobre a Sigatoka-negra da bananeira

Bananicultores de todo o país já podem se atualizar quanto às novidades sobre a Sigatoka-negra, a mais grave doença da cultura. A Embrapa Mandioca e Fruticultura, de Cruz das Almas (Bahia), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, disponibiliza o livro “Recomendações técnicas sobre a Sigatoka-negra da bananeira”, que será lançado durante o 44º Congresso Brasileiro de Fitopatologia, que acontece de 14 a 19 de agosto em Bento Gonçalves (RS).

Os pesquisadores Zilton Cordeiro e Aristóteles Matos são editores técnicos, e Sebastião Silva, pesquisador aposentado da Embrapa e hoje professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) são autores da publicação. Também participam da obra os pesquisadores Janay Santos-Serejo e Maurício Coelho Filho, o analista Hermínio Rocha, e a bolsista de pós-doutorado Lucymeire Lino. A publicação foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O livro traz oito capítulos ricamente ilustrados em que são abordados: aspectos gerais da bananicultura no país e a Sigatoka-negra; O patógeno e sua distribuição geográfica; Danos e importância econômica; Desenvolvimento de sintomas e diagnose; Influência de variáveis climáticas no desenvolvimento da doença; Melhoramento genético da bananeira para resistência à doença; Variedades de banana resistentes; e Controle integrado da Sigatoka-negra.

A doença

A Sigatoka-negra é causada pelo fungoMycosphaerella fijiensis, que ataca as folhas da bananeira e plátanos de forma bastante agressiva. Reduzindo a área fotossintética, diminui o vigor da planta, o que resulta em perdas de até 100% da produção, a depender da cultivar, das condições ambientais e do manejo adotado.

A doença está presente nos principais países produtores dos continentes americano, africano e asiático. No Brasil, está nas principais regiões produtoras de banana.

Recomendações

A adoção de cultivares resistentes, que dispensam o uso de agrotóxicos – prática de elevado custo e com implicações ambientais – é a estratégia da Embrapa Mandioca e Fruticultura no combate à Sigatoka-negra. Desde 1983, a Unidade investe num programa de melhoramento genético que visa obter cultivares resistentes, produtivas, com porte reduzido e menor ciclo de produção.

“A caracterização e a avaliação do comportamento de novas cultivares, em diferentes condições de solo e clima, são essenciais ao programa e se constituem numa solução definitiva para o problema”, explica Sebastião Silva, que foi, por 20 anos, o melhorista responsável pelo programa, considerado o melhor do mundo.

A Unidade já lançou e recomendou diversas variedades de banana resistentes – Caipira, Thap Maeo, Fhia-18, Maravilha, Pacovan Ken, Japira, Vitória, Caprichosa e Garantida – que são citadas no livro.

A publicação traz, ainda, dicas para diferenciar os sintomas da Sigatoka-negra dos da Sigatoka-amarela, escolher o sistema de irrigação adequado, remover e descartar folhas contaminadas e utilizar o manejo integrado para o controle da doença. Além disso, os autores destacam a importância que a temperatura, a umidade relativa do ar, as chuvas e os ventos têm para o estabelecimento e a disseminação da doença.

Brasil

Embora o país não seja um grande exportador – apenas 3% de sua produção vai para o mercado externo – a bananicultura tem grande importância no agronegócio brasileiro: são sete milhões de toneladas anuais de banana produzida, o país é o quarto maior produtor mundial e a agricultura familiar é responsável pela maior parte da produção. “A banana tem enorme importância na geração de renda e na fixação do homem no campo”, afirma Zilton Cordeiro. É, também, uma das culturas preferidas em projetos públicos de irrigação, devido à amplitude do mercado e ao retorno rápido de capital após o primeiro ciclo.

Os interessados em adquirir o livro – que tem o custo de R$ 18 mais despesas de postagem – podem entrar em contato com a Casa do Cliente da Embrapa Mandioca e Fruticultura pelo telefone (75) 3312-8042 ou email nco@cnpmf.embrapa.br.


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