A Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal deflagrou a Operação Alquimia de combate à sonegação fiscal. As investigações tiveram início em 1990. A Quadrilha é acusada de sonegar 1 bilhão de reais em impostos e até agora, 23 foram presos pela Polícia Federal
Participam da operação cerca de 90 auditores fiscais da Receita Federal e cerca de 500 policiais federais. São cumpridos 31 mandados de prisão, 63 conduções coercitivas e 129 mandados de busca e apreensão em residências dos investigados e nas empresas supostamente ligadas à organização criminosa. A Justiça Federal também decretou o sequestro de bens, incluindo veículos, embarcações, aeronaves e equipamentos industriais e o bloqueio de recursos financeiros dos suspeitos
O prejuízo aos cofres públicos, pelo não recolhimento dos tributos devidos, pode chegar a R$ 1 bilhão. A Receita Federal já fiscalizou 11 empresas do grupo investigado, com um total de R$ 110 milhões em créditos tributários constituídos. Um dos resultados esperados com a operação é a satisfação desta dívida junto ao Fisco.
As investigações tiveram início quando a Receita Federal detectou indícios de crimes contra a ordem tributária em uma das empresas do grupo. Havia também a suspeita de existência de fraudes na constituição de empresas utilizadas como “laranjas”. O esquema seria utilizado para dissimular operações comerciais e financeiras com intuito de não recolher os tributos devidos ao Fisco. Para tanto investiga-se a utilização de empresas interpostas (laranjas), empresas sediadas em paraísos fiscais, factorings e até fundos de investimento utilizados na suposta fraude.
Entre os bens confiscados, estão uma propriedade em uma ilha de 20.000 metros quadrados na Baía de Todos os Santos, em Salvador, aeronaves, lanchas, carros luxuosos, imóveis residenciais e parques industriais. A operação é realizada em dezessete estados e no Distrito Federal. Foram deslocados 650 agentes da Polícia Federal, além de auditores fiscais da Receita.
O último balanço, divulgado pelo delegado Marcelo Eduardo Freitas, que coordenou a operação em Minas Gerais, durante uma entrevista coletiva em Belo Horizonte, revelou que todos os mandados de busca e apreensão e os sequestros de bens foram cumpridos. Até o momento, além das 23 prisões, 42 das 63 conduções coercitivas foram concretizadas.
Segundo o delegado Freitas, as investigações foram iniciadas ainda nos anos 1990, em uma das empresas suspeitas. Em 2009, a polícia descobriu que a quadrilha tinha ramificações que alcançavam o paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas. “O esquema é encabeçado por uma grande empresa do setor químico”, informou Freitas. “A companhia é de capital aberto e tem sede na Bahia, em São Paulo, e filias em todo o país”.
Freitas disse, contudo, que um dos empresários suspeitos é o proprietário da ilha confiscada na Bahia, onde, segundo a PF, estavam abrigadas várias embarcações, aeronaves e automóveis. Agentes federais agem simultaneamente em Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Alagoas, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.
Os nomes das empresas e dos envolvidos na fraude não foi divulgado.
Leia +
A Receita Federal juntamente com a PF e o Ministério Público Federal deflagram operação para desmontar fraude que pode chegar a R$ 1 bilhão
*Com informações: Estadão e Veja











Deixe um comentário