Recessão econômica nos países ricos pode repercutir nos emergentes

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As perspectivas sombrias para a economia mundial estampam as manchetes de toda a imprensa francesa nesta segunda-feira. Com a crise da dívida americana e as quedas consecutivas das bolsas, os jornais questionam se o mundo está a beira de uma recessão econômica com repercussões para todo o planeta.

Crash? pergunta em título o jornal francês Libération ao afirmar que o rebaixamento da nota americana pela agência Standard&Poor’s na última sexta-feira alimentou esse risco de crash em todos os mercados com efeito dominó sobre a crise das dívidas dos governos. O dia 5 de agosto vai ser uma data inesquecível nesse processo de declínio da liderança mundial dos Estados Unidos, afirma o jornal. O editorialista do Libé escreve que o poder das agências de notação deve ser revisto e a população percebe cada vez com maior clareza que o poder político é dominado por um poder superior, o das finanças, o que pode representar uma grave ameaça para a própria democracia.

Com os Estados Unidos arruinados, o mundo entra num cenário completamente imprevisível, afirma em sua manchete o Les Echos. O diário econômico lembra que foi a queda de braço política entre republicanos e democratas que fez o país perder o prestigioso triplo A da agência de notação. A decisão provocou revolta e embaraço nos Estados Unidos e uma preocupação de todo mundo. Os mercados financeiros estão em alta tensão e a degradação da nota americana entra na lista de más notícias para os investidores já bastante temerosos de um contágio da crise grega para outros países da Europa, escreve o Les Echos.

O Le Figaro destaca a mobilização da França e da Alemanha para reverter um cenário de pessimismo. O francês Sarkozy e a alemã Angela Merkel apelam para que o plano de salvamento da Grécia seja aprovado antes do final de setembro, diz o jornal conservador.

O Le Parisien destaca três cenários possíveis: um retorno da tranquilidade aos mercados, uma queda brutal das bolsas e o mais grave: um crise tripla que atingiria os mercados, a atividade econômica e a política. Uma perda de confiança generalizada que teria repercussões até nos três únicos países que sustentam o crescimento mundial, Brasil, Índia e China.

*Com informações: RFI


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