Inflação oficial acumulada em 12 meses é a maior desde junho de 2005

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), voltou a subir.
A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), voltou a subir.

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), voltou a subir e fechou o mês de agosto com alta de 0,37%, informou hoje (06/09/2011) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho, a taxa havia ficado em 0,16%.

Com esse resultado, o IPCA acumula no ano elevação de 4,42%, acima do acumulado no mesmo período de 2010 (3,14%). Já no período dos últimos 12 meses, o índice acumula aumento de 7,23%, o maior desde junho de 2005, quando ficou em 7,27%. Em agosto de 2010, a taxa havia sido 0,04%.
O IBGE também divulgou os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para as famílias com renda até seis salários mínimos. Neste caso, a taxa teve alta de 0,42% e superou o resultado de julho (0,00%). O INPC acumula inflação de 4,14% no ano e de 7,40% nos últimos 12 meses.

Índice Nacional da Construção Civil diminui para 0,14% em agosto

O Índice Nacional da Construção Civil, calculado com base nas informações do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), registrou uma inflação de 0,14% em agosto, menos intensa do que a observada em julho (0,55%), mês que teve a incidência de acordos coletivos. O resultado de agosto também ficou abaixo do verificado no mesmo período de 2010, quando a taxa foi 0,31%.

Os dados foram divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O custo nacional da construção passou de R$ 800,02 por metro quadrado, em julho, para R$ 801,11 por metro quadrado, em agosto. O custo relativo aos materiais aumentou 0,28%, atingindo R$ 443,06 por metro quadrado. Já o custo da mão de obra teve queda de 0,04%, alcançando R$ 358,05.

A maior alta do Sinapi foi registrada na Região Sudeste, que teve inflação de 20%. Entre os estados, o Espírito Santo teve a maior elevação no mês, 0,42%.

Poupança registra em agosto captação líquida positiva de R$ 2,2 bi, a segunda maior do ano

Os depósitos em caderneta de poupança superaram os saques em R$ 2,222 bilhões, em agosto deste ano, informou hoje (6) o Banco Central (BC). Essa foi a segunda maior captação líquida positiva do ano, perdendo para julho, quando foram registrados R$ 6,097 bilhões. No mesmo mês de 2010, os depósitos foram maiores do que os saques em R$ 1,819 bilhão.

Neste ano, houve captação líquida positiva em janeiro (R$ 275,071 milhões), março (R$ 307,423 milhões) e em junho (R$ 220,427 milhões), além de julho e agosto.
No mês passado, os depósitos chegaram a R$ 116,498 bilhões e os saques ficaram em R$ 114,276 bilhões. Os rendimentos ficaram em R$ 2,456 bilhões e o saldo das cadernetas de poupança chegou a R$ 401,763 bilhões.
O relatório do BC se baseia em dados do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) – que destina 65% dos recursos para financiamento imobiliário – e da poupança rural.

Bovespa começa a semana em queda e dólar se valoriza ante o real

Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a semana com pregão em queda, ainda sob impacto dos números fracos do emprego nos Estados Unidos e pelas incertezas sobre o poder de recuperação de algumas economias periféricas da Europa, como Grécia, Espanha e Portugal. Além disso, o feriado de hoje (5) nos Estados Unidos pelo Dia do Trabalho contribuiu para um dia de poucos negócios aqui também, de acordo com Alfredo Barbutti da corretora BGC Liquidez.

O Ibovespa, principal índice da Bovespa, encerrou o dia com desvalorização de 2,71%, aos 54.998 pontos, depois de fechar 378.055 operações no valor de R$ 3,324 bilhões, o que corresponde a pouco mais da metade da média diária de R$ 6,5 bilhões. O Ibovespa repetiu praticamente a queda de 2,73% na última sexta-feira, no rastro das más notícias da Europa, onde o principal índice da zona do euro, o FTSE-300, caiu 3,8%, e a Bolsa alemã cedeu 5,28%.

Se as bolsas vão mal, a cotação do dólar registrou o quarto aumento seguido nesta segunda-feira. A moeda norte-americana teve valorização de 0,86% ante o real e fechou o pregão cotada a R$ 1,65. Foi o valor de fechamento mais alto desde que atingiu R$ 1,654 em 29 de março deste ano, e esteve perto disso quando o Banco Central fez mais uma compra no mercado à vista com taxa de corte de R$ 1,6538.

*Com informações da Agência Brasil.


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