
Com as recentes mudanças na estrutura da rádio Subaé (1080 AM) em Feira de Santana, os programas terceirizados deixaram de existir e os profissionais se tornaram funcionários do quadro da rádio. Alguns foram selecionados como parceiros, mas deixaram de comandar a linha jornalista dos programas e perderam substancial fatia do faturamento.
Dentre os que saíram perdendo com as mudanças, figura o deputado estadual pelo PTN Carlos Geilson. Perdendo também a condução jornalística do programa Carlos Geilson, que passou a ser chamado Subaé Notícias. Geilson sentiu o impacto, o programa projetou seu nome em âmbito estadual.
O deputado é ferrenho opositor do governo Jaques Wagner e pessoas próximas a Carlos Geilson atribuem o movimento a ações governistas que tentam calar a voz de um dos mais populares radialistas de Feira de Santana. Caso seja verdade, o secretário de comunicação engenheiro elétrico Robinson Almeida poderá ser interpelado judicialmente por tentar ferir o princípio constitucional da liberdade de expressão e opinião. A quem acredite que não é primeira vez que o secretário age como títere.
O Jornal Grande Bahia entrevistou o radialista Carlos Lima, âncora de dois programas na rádio Povo, para falar sobre o possível ingresso do radialista Carlos Geilson nos quadros radiofônicos em possível acordo comercial e jornalístico para comandar o atual Programa Primeira Página que vai ao ar das 6 às 8 da manhã.
Jornal Grande Bahia – Existe uma grande especulação da saída do deputado e radialista Carlos Geilson de um horário que historicamente ele preencheu nas manhãs na Rádio Subaé, para a Rádio Povo, como você avalia esse cenário?
Carlos Lima – Como importante. Há mudanças sempre na radiofonia, não quer dizer que quem trabalha em uma rádio, terceirizado ou não, ele é permanente, efetivo e que tenha assegurado a sua permanência por tempo indeterminado, não. Isso vai de acordo ao empresário na área de comunicação, que decide fazer mudanças e alterações em sua programação. É um fato normal e natural.
Ele preitear, tentar, querer ou desejar ir para Rádio Povo também é um fato natural e importante, vai conversar com o empresário Roberto Pazzi, e se tiver um acerto, nada melhor do que ele estar também na Rádio Povo.
JGB – Você é diretor de jornalismo na Rádio Povo, um profissional com larga experiência. Como é que você avalia essa possibilidade concreta da ida de Carlos Geilson para o horário que hoje você ocupa?
Carlos Lima – Não! Eu não sou o diretor do jornalismo. Eu faço um programa jornalístico da Rádio Povo que pertence à emissora que é o Primeira Página. A posição da emissora, saí daquele programa, que é o programa que pertence à emissora. Tem o outro programa que é terceirizado, que é meu, e aí a posição é a minha. Então, não sou o diretor de jornalismo, apenas transmito a posição da empresa em um programa jornalístico.
JGB – Como você avalia a possibilidade concreta do ingresso de Carlos Geilson no horário que hoje você ocupa como funcionário da Rádio?
Carlos Lima – Em relação a isso eu tenho que dizer que Carlos Geilson é um grande profissional na área de comunicação. Não iremos avaliá-lo na área política. Na área de comunicação é um grande profissional, qualquer emissora se sentiria bem com a presença dele. Evidentemente se for do interesse de José Roberto Pazzi, que é o presidente e o dono da emissora, ele irá fazer o programa e vai ter com certeza todo o nosso apoio.









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