Intolerância religiosa mascarada de ambientalismo

Juarez Duarte Bomfim.
Juarez Duarte Bomfim.

Cultura de paz e liberdade religiosa já. Este é o lema contra a ignorância, preconceito e intolerância religiosa.

Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa de São Paulo quer proibir o uso e o sacrifício de animais em cultos religiosos.

É a ignorância, o preconceito e a intolerância religiosa travestidos de ambientalismo e suposta defesa dos direitos dos animais.

Esses individuos e grupos ameaçadores da cultura e civilização, como neo-talebãs, no lugar de focar a sua insatisfação com os grandes abatedouros de animais para consumo humano, dirigem a sua ignorância, preconceitos e racismo contra sistemas de crenças afro-brasileiros.

Segundo a Folha de São Paulo (08/11/2011), o sacrifício animal está na origem das maiores religiões do mundo. Historicamente, a morte dos animais era feita para expiação dos pecados ou em celebrações, explica o sociólogo Reginaldo Prandi.

Como religião institucionalizada, o cristianismo nunca adotou o sacrifício, mas teologicamente admite o seu significado. “Quando recebem a hóstia, os católicos fazem um sacrifício simulado. Para os cristãos, a morte de Jesus foi o último sacrifício.” No judaísmo, não é comum o sacrifício de animais, mas existe o abate kosher, que usa em larga escala técnicas próprias para matar o animal.

No abate kosher, assim como no halal (abate muçulmano), o animal é morto por degola.

De acordo com o presidente do CEN (Coletivo de Entidades Negras), Márcio Alexandre Gualberto “as motivações da lei são o preconceito e a ignorância. Se o deputado Feliciano Filho (PV), autor do projeto, estivesse preocupado com animais, deveria bater na porta de frigoríficos”.

Para Antonio Carlos Arruda, coordenador de políticas públicas da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de SP, o projeto é “inaceitável”. “Liberdade religiosa é princípio da democracia.”

Uma reunião do Fórum Inter-Religioso da secretaria discutiu a participação de entidades do Estado no movimento de reação ao projeto. O slogan da campanha, que antes era “Não toquem nos nossos terreiros”, foi ampliado para “Cultura de paz e liberdade religiosa já!”. Um ato público organizado pelo CEN está previsto para o dia 15, às 13h, em São Paulo, no vão do Masp.

*Com informações: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0811201105.htm


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