Matéria do Valor Econômico aponta mudanças no governo de Dilma Rousseff com demissão de ministros baianos e saída do presidente da Petrobras

Afonso Bandeira Florence.
Afonso Florence, ministro do Desenvolvimento Agrário do Governo Rousseff.

A matéria do Jornal Valor Econômico com o título ‘Contornos da reforma ministerial’, redigida por Cristiano Romero, e publicada hoje (10/11/2011), aponta a saída de Afonso Florence do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Mário Negromonte do Ministério das Cidades e José Sérgio Gabrielli da presidente da Petrobras. Segundo a reportagem, a presidente Dilma Rousseff planeja uma profunda reforma ministerial para os três próximos anos de governo.

Além dos baianos, Carlos Lupi do Ministério do Trabalho está com os dias contados à frente da pasta. Em função da perspectiva de disputarem eleições municipais em 2012, também serão substituídos: Ana de Holanda do Ministério da Cultura, Fernando Haddad (Edudcação), Iriny Lopes (Secretaria de Políticas para as Mulheres). As mudanças estão programadas para ocorrer no início de 2012.

Segundo a reportagem, além de demissões e substituições, a presidente Dilma Rousseff planeja mudanças nas estruturas de funcionamento de alguns ministérios. As fusões de pastas, devem diminuir de 38 para 35 o número de ministérios.

“A ideia é unificar as secretarias de Direitos Humanos, Igualdade Racial e Políticas para Mulheres, que passaria a se chamar Secretaria Especial de Direitos Humanos e continuaria sendo chefiada pela ministra Maria do Rosário. Com a mudança, a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, será demitida ou deslocada para outro órgão.”.

Também estão planejadas mudanças na Secretaria Especial das Micro e Pequenas Empresas, vinculada à Presidência da República, sendo indicada para o cargo a empresária Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza.

Petrobras, Gabrielli e Wagner

A saída de Gabrielli da presidente da Petrobras é fato consumado. Nos bastidores comenta-se que o ex-presidente Lula gostaria de vê-lo à frente do Governo da Bahia, sucedendo Jaques Wagner, que se encontra em segundo e último mandato. Wagner manifestou o desejo de sair candidato a deputado federal, com objetivo de chegar à presidência da casa legislativa.

Conforme fontes ligadas ao Partido dos Trabalhadores, o Governador da Bahia aceitou a sugestão de Lula e não teria dificuldade em coordenar o processo sucessório. O empecilho é o próprio Gabrielli, que deseja continuar à frente da poderosa petrolífera. Mantendo-se longe das aulas que ministrava na UFBA e ainda mais longe do povo da Bahia. Mas, a presidente Dilma tem planos de ação para a Petrobras, e deseja indicar um executivo que esteja afinado com estes planos.

Nomes de projeção

“Dilma pretende iniciar o segundo ano do mandato com pelo menos parte da equipe renovada. Seu plano é manter os ministérios atrelados aos partidos que a apoiam no Congresso Nacional, mas, de agora em diante, exigirá nomes de peso para preencher as vagas. O exemplo mencionado nas conversas internas é o de Aldo Rebelo, do PCdoB, que assumiu o Ministério do Esporte na semana passada. Ex-presidente da Câmara, Aldo é respeitado inclusive na oposição.”, expõe Valor Econômico.


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