Ex-governador César Borges cometa: Ficou a frustração daqueles que imaginaram que as promessas da campanha de 2006 iriam ser realizadas

César Borges (PR), que era o governador da Bahia na greve da Polícia Militar em 2001, falou sobre a experiência de 11 anos atrás e sobre o que, segundo ele, o governador Jaques Wagner (PT) precisa fazer para resolver os problemas da segurança pública.

“Muitas vezes, ao governante é dada a informação de que está tudo bem, e que há controle da situação. E, muitas vezes, não é isso, há insatisfação na tropa, e você tende a achar que a situação está sob controle.”

“Os partidos queriam o desgaste do governo. Mostramos à população que era preciso ter o governo perto das ações da PM.”

“Demorei de perceber que a saída era negociar. Quando houve a segunda tentativa, perto do carnaval, agimos rapidamente para debelar.”

O dia de terror na greve em 2001

“Foi uma quinta terrível, houve arrastões. Tivemos o apoio do exército, mas isso não acabou com a greve. A greve só foi acabar quando os policiais refletiram que precisavam trabalhar pra acabar a greve, e o governo negociou com os grevistas.”

Greve de 2012

“Para enfrentar um problema como esse, é preciso equilíbrio, calma e olhar com clareza os fatos.”

“O que vale é preservar a segurança do cidadão, trazer clima de paz e tranquilidade. Não vai ser invadindo a Assembleia, dando tiros com balas de borracha. Você pode até anistiar [os PMs grevistas], mas depois fica um clima de insatisfação, e que depois vai se refletir no trabalho. E já vivemos um clima de tensão.”

“Ficou a frustração daqueles que imaginaram que as promessas da campanha de 2006 iriam ser realizadas. Houve uma série de negociações, mas a situação era de insatisfação.”

“Ou negocia, ou vamos ter derramamento de sangue. Jornais e TVs só falam da crise na Bahia. Imagine como vai ser o nosso Carnaval”

*Com informação : rádio Metropóle


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