As religiões afro-brasileiras sofrem de forte preconceito e discriminação. A declaração é do vereador Frei Cal, em alusão ao Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. Em discurso na sessão de quarta-feira (21/03/2012) da Câmara, o vereador, que já foi frei capuchinho, disse que esses segmentos religiosos ainda sofrem ataques de pessoas que não respeitam o direito do outro.
De acordo com o vereador, na Bahia, especialmente, preconceito e discriminação racial ainda são muito fortes. “É preciso uma conscientização da sociedade para que todos exerçam com liberdade o direito que lhes é garantido”, disse ele.
O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial surgiu em razão do Massacre de Shaperville. A iniciativa da homenagem partiu da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em 21 de março de 1960, em Joanesburgo, na África do Sul, 20 mil pessoas faziam um protesto contra a Lei do Passe. A legislação obrigava a população negra a portar um cartão determinando os locais onde era permitida sua circulação.
Porém, mesmo tratando-se de uma manifestação pacífica, a polícia do regime de apartheid abriu fogo sobre a multidão desarmada resultando em 69 mortos e 186 feridos.
AFAS aumenta em mais de 100% preços de sepultamentos no cemitério São Jorge
O cemitério São Jorge, administrado pela Associação Feirense de Assistência Social, aumentou em mais de 100% os valores cobrados para sepultamentos, segundo informa o vereador Roque Pereira.
Em pronunciamento na Tribuna da Câmara, o vereador disse que o sepultamento em cova simples, que custava R$ 230,00, passou para R$ 500,00, enquanto a gaveta aumentou de R$ 250,00 para R$ 600,00. Roque lembrou que o São Jorge é o único cemitério público de Feira de Santana.
Ele relatou que, no ano passado, o “eterno” presidente da Afas, Ewerton Cerqueira, aumentou abusivamente os preços das covas e gavetas, porém uma comissão formada de vereadores e proprietários do ramo de funerária conseguiu convencer o presidente da Associação que reduzisse os valores.
No último sábado, no entanto, o presidente da AFAS retornou com a majoração dos preços. O vereador espera que o prefeito Tarcízio Pimenta tome as devidas providências para conter os valores abusivos praticados no cemitério São Jorge.
“Se o presidente da Afas não acatar a nossa reivindicação, eu vou entrar com um requerimento no Ministério Público para que a Prefeitura tome posse do cemitério São Jorge”, afirma.
De acordo com Roque Pereira, que é proprietário de funerária, no cemitério Campo Santo, localizado na Federação, em Salvador, é gratuito o sepultamento para as pessoas que residem no bairro.
Ele ressaltou que a mesma situação ocorre com o cemitério Quinta dos Lagos, que é um cemitério municipal. “Os moradores não pagam quando se trata de cova, independentemente de sepultamento de indigente. No tocante a gaveta cobra-se R$ 700,00. Estamos falando da capital baiana”, disse.
Mesmo valor pago a Ivete deve ser investido em 50 bandas locais com cachê de R$ 10 mil, defende Marialvo
A Prefeitura de Feira de Santana deveria contratar 50 bandas feirenses com cachê de R$ 10 mil cada, para se apresentar na Micareta 2012. A proposta é do vereador Marialvo Barreto.
Ele justifica: “Se o cachê de Ivete Sangalo vai custar na Micareta R$ 500 mil, então vamos pegar o mesmo valor e contratar 50 bandas de Feira pelo preço mínimo de R$ 10 mil”.
O petista, que esteve no lançamento da Micareta, na noite de terça-feira (20/03/2012), elogiou a festa, mas ressalvou que na peça publicitária do evento não conta com a imagem de nenhum artista feirense.
O vereador Ailton Mô acredita que a festa vai ser organizada e tranqüila, mas mostrou-se preocupado com a valorização dos artistas da terra.
Observou que o artista que pretende participar da Micareta terá que estar totalmente legalizado, com documentação em dia. “Eu acho que o artista que faz um trabalho correto e organizado terá como emitir nota fiscal e não ter o pagamento atrasado”, disse ele.
O vereador Lulinha, por sua vez, cobrou que o Governo Municipal possa remunerar melhor os artistas da terra. “Tem banda que toca e ganha menos de R$ 2 mil e quando desconta o ISS fica praticamente sem nada”.








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