Deputados do Governo recebem representantes da APLB de Feira de Santana e região

“Até quinta (10) vamos ver se encontraremos alguma luz”, afirma deputado Zé Neto sobre caso dos professores da Rede Estadual.
“Até quinta (10) vamos ver se encontraremos alguma luz”, afirma deputado Zé Neto sobre caso dos professores da Rede Estadual.

Na tarde desta terça-feira (08/05/2012), em uma reunião considera produtiva, o líder do Governo na Assembleia Legislativa da Bahia, Zé Neto (PT), juntamente com os deputados Gildásio Penedo (PSD) e Sidelvan Nóbrega (PRB), dialogou com representantes do Sindicato dos Professores de Feira de Santana (APLB-Feira) e da região.

“Nós ainda não avançamos para a retomada da negociação, mas continuamos a dialogar e algumas coisas que foram colocadas na reunião podem ser apreciadas do ponto de vista das possibilidades do Governo. Da conversa de hoje vou levar o que foi debatido aos secretários de Governo ligados ao tema e daqui até quinta-feira (10) vamos ver se encontraremos alguma luz”, afirmou Zé Neto ao término do encontro com diretor da APLB-Feira, Germano Barreto Gois, a vice-diretora deste Sindicato, Iara Figueiredo, e as integrantes da diretoria da entidade, Irma Teixeira e Marlede Oliveira.

Ele lembrou ainda que foi o Partido dos Trabalhadores, com o ex-presidente Lula, que conseguiu criar o Piso Nacional para os professores. Para ele, “essa é uma conquista dos professores, com os quais sempre tivemos, historicamente, um relacionamento de cumplicidade nas lutas gerais do país”. Conforme a avaliação do deputado, por conta deste processo de cumplicidade e de lutas é que hoje o Piso é discutido pelo Brasil e em alguma parte dos estados já começa a fazer parte da realidade dos professores.

“Estamos no passo-a-passo de uma construção que não vai ser tão simples, porque nem sempre o cobertor é do tamanho dos nossos desejos. Nós podemos ter divergências políticas, isso é do cotidiano do processo democrático, mas vamos continuar conversando”, disse o líder da Maioria ao reafirmar sua disponibilidade para o diálogo.

Greve – Os professores da Rede Estadual, que estão em greve há aproximadamente 30 dias, exigem o cumprimento de um acordo firmado entre o Governo do Estado e a APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia) em 11 de novembro de 2011.

 Este acordo foi aprovado na forma do Projeto de Lei 12.364/2011 para estabelecer o cumprimento do Piso Nacional da Educação a partir de 2011 e critérios para o seu cumprimento nos próximos anos com concessão de reajuste real de 3,32% em 2011 e mais 7,12% até 2014. Na ocasião, a aprovação deste PL foi comemorada por professores e deputados da situação e da oposição.

Entretanto, em fevereiro de 2012, o Ministério da Educação definiu em R$ 1.451 o valor do piso nacional do magistério para 2012, um aumento de 22,22% em relação a 2011. O reajuste foi calculado com base no crescimento do valor mínimo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e não no INPC, como era previsto por estados como a Bahia, por exemplo.

Vale ressaltar que a Bahia é um dos nove, e únicos, estados brasileiros a cumprir o piso. O Estado também é o sexto salário médio do Brasil (pagando mais que São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná, por exemplo).


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