EBDA produz mudas para recuperação ambiental no semiárido baiano

Além da preservação ambiental, a atividade contribui para segurança alimentar e diversificação da renda dos agricultores familiares. | Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) – Jornal Grande Bahia
Além da preservação ambiental, a atividade contribui para segurança alimentar e diversificação da renda dos agricultores familiares. | Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) – Jornal Grande Bahia

Com o intuito de preservar e recuperar o bioma caatinga no semiárido baiano, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. (EBDA), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura (Seagri), produz por ano em média 25 mil mudas de diversas espécies de árvores na unidade de Ribeira do Pombal. As mudas são destinadas a reflorestar áreas degradadas e arborizar comunidades e ruas dos municípios da região. Ipê, Cagaita, Aroeira do Sertão, Tamburil, Baraúna, Mulungu, Sabiá, Miroró, Juazeiro, Pau-Brasil, Caraíba, Incó, Carolina, Umbu, Jatobá e Pau-Ferro são algumas das espécies de plantas nativas que estão sendo reproduzidas no viveiro da EBDA.

Existe uma importante parceria com os agricultores familiares, como explica o agrônomo José Augusto Garcia: “O agricultor coleta as sementes das árvores que encontra em sua região e nos entrega. Quando conseguimos produzir a muda, doamos de volta às comunidades”. Conscientização para recuperação da mata nativa e orientações para que as mudas se desenvolvam, quando colocadas no solo, também fazem parte do trabalho.

Garcia relata que esta ação começou com a produção de cinco mil mudas em 2008, quantidade que cresce anualmente, atingindo, em 2011, a distribuição de 25 mil mudas. “As sementes passam por um processo para superar a dormência e são semeadas nos recipientes destinados à produção de mudas de cajueiro anão-precoce, cujo plantio não vingou. O substrato e a embalagem são reaproveitados para a multiplicação dessas e de muitas outras espécies importantes para o ecossistema”, explica o agrônomo.

Além das espécies nativas, a produção de mudas contempla a introdução de espécies exóticas bem adaptadas ao clima semiárido, como Nim, Noni, Oiti, Oiticica, Acácia, Flamboyant e Gliricídia. Já foram arborizadas comunidades nos municípios de Banzaê, Ribeira do Pombal, Ribeira do Amparo e Cipó, além de terem sido distribuídas de mudas em feiras e exposições agropecuárias em todo o Estado.

Segurança alimentar e geração de renda

Além da preservação ambiental, a atividade contribui para segurança alimentar e diversificação da renda dos agricultores familiares. Espécies como Umbu, Licurí e Cambuí são apreciadas na culinária local, os frutos são bastante utilizados na produção de doces, compotas, biscoitos e licores. Os produtos beneficiados pelas famílias ou associações são destinados ao consumo da própria comunidade e à comercialização em feiras municipais, incentivando a geração de renda.

Agrônomo da empresa, Antonio Mendes defende o uso das plantas exóticas, como moringa, leucena e gliricídia, multiplicadas no viveiro da EBDA, no complemento da alimentação dos rebanhos em períodos de estiagem. Ele explica que essas espécies, bem adaptadas às zonas semiáridas, são ricas em proteína e minerais. “Sem pasto, muitos criadores perdem os animais ou tem prejuízo na compra de ração. Junto com a palma, essas plantas são uma alternativa importante para os pequenos produtores alimentarem os animais durante a seca”, finaliza Mendes.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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