Instituto dos Auditores Fiscais do Estado da Bahia antecipou fragilidade financeira da TWB

Concessionária TWB opera a travessia Salvador-Ilha de Itaparica pelo sistema ferry-boat. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Concessionária TWB opera a travessia Salvador-Ilha de Itaparica pelo sistema ferry-boat. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Concessionária TWB opera a travessia Salvador-Ilha de Itaparica pelo sistema ferry-boat. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Concessionária TWB opera a travessia Salvador-Ilha de Itaparica pelo sistema ferry-boat. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) – Jornal Grande Bahia)

A “tendência” do governo estadual em decidir pela suspensão do contrato com a concessionária TWB, que opera a travessia Salvador-Ilha de Itaparica pelo sistema ferry-boat, é consequência das dificuldades financeiras da concessionária, que ao longo dos últimos anos vem acumulando prejuízos e inviabilizando a prestação do serviço com o mínimo de qualidade.

A delicada situação financeira da TWB foi exposta pelo Instituto dos Auditores Fiscais do Estado da Bahia (IAF), em outubro de 2011, quando da publicação do balanço financeiro relativo a 2010. “Na época os números já eram preocupantes, com prejuízo acumulado de R$ 4,5 milhões e dívidas de longo prazo da ordem de R$67,4 milhões. A não integralização da maior parte do capital por parte da TWB foi fato previamente levantado pela nossa análise. A saída seria a capitalização da empresa por parte dos sócios através do capital a integralizar e novo aporte de recursos, o que não foi feito. Estas medidas foram, inclusive, ratificadas pela auditoria da Fipecafi, finalizada em abril”, explica o Diretor de Assuntos Econômicos e Financeiros do IAF, Sergio Furquim.

O balanço da TWB, relativo ao exercício financeiro de 2011, inexplicavelmente ainda não divulgado – o que é mais um sinal de que os números não são positivos. A Agência de Regulação de Transportes do Estado (Agerba) exige que a TWB faça investimentos da ordem de R$ 38 milhões na renovação dos terminais, embarcações e manutenção do sistema, além do aporte de R$ 7 milhões como caução caso as exigências não sejam cumpridas. “Com as exigências do governo para que o serviço seja prestado de forma minimamente qualificada e o péssimo atendimento, o estado das embarcações e a fragilidade financeira da concessionária, dificilmente o contrato poderia ser mantido”, analisa Furquim.


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