Brasil e Reino Unido assinam acordos para parcerias econômicas, culturais e educacionais

Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, para assinatura de atos.
Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, para assinatura de atos.

O Brasil e Reino Unido assinaram no dia 28 (09/2012) seis acordos para cooperação bilateral nas áreas econômica, educacional e cultural. Os atos foram assinados após reunião de trabalho, no Palácio do Planalto, entre a presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, que está em visita oficial ao Brasil.

Um dos acordos prevê a troca de informações sobre preparação de megaeventos esportivos. A ideia é usar a experiência britânica na organização dos Jogos Olímpicos de Londres na edição dos Jogos no Rio de Janeiro, em 2016. O intercâmbio vai incluir informações sobre o legado, como obras de transporte, mobilidade e infraestrutura esportiva.

No âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras, foram assinados três acordos, um deles amplia para 10 mil o número de estudantes brasileiros que serão beneficiados com bolsas para estudar no Reino Unido até 2015. Outro acordo firma uma parceria entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e BG Group para o desenvolvimento de pesquisas por alunos de doutorado das duas universidades, com bolsas financiadas pelo grupo britânico.

A Universidade de Brasília e a British Petroleum (BP) também assinaram convênio com objetivo de desenvolver estudos e pesquisas na área de exploração de petróleo e gás, especificamente na Bacia do Rio Parnaíba.

Também foi fechado um acordo que vai permitir que coproduções cinematográficas gozem dos benefícios governamentais normalmente concedidos a filmes nacionais. Os dois países ainda firmaram uma parceria para troca de informações na área tributária.

É a primeira vez que David Cameron visita o Brasil. O chefe de Governo do Reino Unido subiu a rampa do Palácio do Planalto por volta de 14h30. Depois teve uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff, que durou mais de uma hora e meia.

Os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, da Educação, Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, da Cultura, Marta Suplicy, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando PimenteL e o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, participaram da recepção ao primeiro-ministro britânico.

Ao lado do primeiro-ministro britânico, Dilma diz que Brasil faz sua parte para enfrentar crise econômica

 A presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, defenderam o fortalecimento das relações bilaterais, com ampliação das parcerias comerciais, culturais e educacionais. Ao tratar da crise econômica internacional, que tem castigado a zona do euro, Dilma reiterou a Cameron a posição do Brasil de defender o aumento da capacidade de recuperação das economias, tanto para países desenvolvidos quanto para os emergentes.

“O Brasil tem feito sua parte quando desenvolve incentivos ao crescimento do emprego e à demanda doméstica,”disse a presidenta.

Cameron criticou a adoção de medidas protecionistas e defendeu a ampliação das relações de livre comércio. “A presidenta Dilma e eu mostramos firmeza na nossa determinação de dar apoio ao comércio e concordamos que devemos resistir ao protecionismo e intensificar nossos esforços para alcançar um acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, o que poderia gerar 4,5 bilhões de libras em exportação somente para a União Europeia.”

Dilma disse que, apesar da crise econômica internacional, os fluxos de comércio e investimento entre Brasil e Reino Unido têm crescido e há interesse em ampliar relações comerciais nos setores de infraestrutura, indústria de defesa, petróleo e gás, logística, serviços financeiros e mineração.

“Este encontro reflete a disposição comum que temos de estreitarmos relações e cooperação bilateral, revisamos vários aspectos da nossa parceria. A despeito da crise financeira, os fluxos de comércio e investimento têm registrado contínuo crescimento, consideramos que eles podem aumentar ainda mais. Nosso comércio passou de US$ 7,8 bilhões em 2010 para US$ 8,6 bilhões em 2011 e o investimento direto também tem crescido”, citou a presidenta, em declaração à imprensa após a reunião com Cameron.

“É um grande privilégio essa ampla conversa sobre essa gama de assuntos. Estamos convencidos de que é uma parceria de primeiro nível e estamos comprometidos a fazer com que essa parceria avance. Tivemos uma excelente conversa em torno do fortalecimento da parceria olímpica e melhora do comércio bilateral”, acrescentou o primeiro-ministro.

Os dois países fecharam hoje seis acordos nas áreas econômica, cultural e educacional, que vão desde a ampliação do Programa Ciência sem Fronteiras à troca de informações sobre tributos. Um dos acordos prevê parceria para preparação de megaeventos esportivos, para usar a experiência de organização dos Jogos Olímpicos de Londres, deste ano, na edição do Rio, em 2016.

Segundo Cameron, o Reino Unido está disposto a compartilhar “experiência e expertise” da organização dos Jogos com o Brasil e este momento pode ser a oportunidade para fechar outras parcerias. “Também vamos aproveitar a oportunidade para transformar este momento ímpar de uma geração em uma verdadeira parceria de empreendimento e trajetória de grande êxito econômico brasileiro. Nesse sentido, 22 empresas britânicas já venceram contrato de licitação que somam 70 milhões de libras. Vamos corroborar esforços para fomentar o comércio entre os dois países”, disse.

A presidenta ainda defendeu o multilateralismo e o fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) para solução de conflitos no Oriente Médio, em contraponto a intervenções militares. Dilma Rousseff agradeceu o apoio do Reino Unido ao pleito brasileiro de se tornar membro permanente no Conselho de Segurança da entidade.

Ao lado do primeiro-ministro britânico, Dilma diz que Brasil faz sua parte para enfrentar crise econômica.
Ao lado do primeiro-ministro britânico, Dilma diz que Brasil faz sua parte para enfrentar crise econômica.
Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, para assinatura de atos.
Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, para assinatura de atos.

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