Antonio Patriota elogia Brics e cobra soluções para resolver dívidas de países da zona do euro

Antonio Patriota: “Permanecem significativos os riscos de deterioração do ambiente econômico internacional, sobretudo, devido à falta de solução clara para a questão das dívidas soberanas dos países da zona do euro. Medidas de expansão monetária continuam a ser implementadas por países desenvolvidos, gerando efeitos negativos sobre os mercados cambiais”
Antonio Patriota: “Permanecem significativos os riscos de deterioração do ambiente econômico internacional, sobretudo, devido à falta de solução clara para a questão das dívidas soberanas dos países da zona do euro. Medidas de expansão monetária continuam a ser implementadas por países desenvolvidos, gerando efeitos negativos sobre os mercados cambiais”

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, alertou hoje (10/10/2012) que os impactos da crise econômica internacional atingem os países em desenvolvimento devido à adoção de medidas específicas por parte das nações ricas principalmente as que estão na zona do euro (que reúne 17 países). Patriota reclamou da falta de solução clara para a questão da dívida soberana e as medidas de expansão monetária.

“Permanecem significativos os riscos de deterioração do ambiente econômico internacional, sobretudo, devido à falta de solução clara para a questão das dívidas soberanas dos países da zona do euro. Medidas de expansão monetária continuam a ser implementadas por países desenvolvidos, gerando efeitos negativos sobre os mercados cambiais”, disse o chanceler.

Patriota discursou durante o seminário Os Brics e o Sistema de Solução de Controvérsias da OMC (Organização Mundial do Comércio), no Itamaraty. Ele ressaltou que o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) reúne atualmente 40% da população mundial, com mais de 100 milhões de habitantes, e Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 1 trilhão.

“Falar do Brics é falar em superlativos”, destacou Patriota, lembrando que segundo estimativas do Banco de Investimentos Goldman Sachs, o PIB do Brics deve ultrapassar o chamado G7 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia).

O chanceler ressaltou que juntos os países do Brics somam 365 disputas comerciais em negociações internacionais. Segundo Patriota, os países do bloco “não têm sido tímidos na utilização do mecanismo de solução de controvérsias da OMC”.


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