Com alta rejeição no eleitorado soteropolitano, prefeito João Henrique Carneiro tenta atribuir dificuldades a opositores

João Henrique Carneiro tenta atribuir dificuldades a opositores. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
João Henrique Carneiro tenta atribuir dificuldades a opositores. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
João Henrique Carneiro tenta atribuir dificuldades a opositores. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
João Henrique Carneiro tenta atribuir dificuldades a opositores. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)

Raquel Ulhôa, jornalista do Valor Econômico, publicou matéria hoje (04/10/2012), com título ‘Rejeitado por 70%, João Henrique acusa ex-aliados’, onde são abordadas as dificuldades que o prefeito de Salvador enfrenta. Além de isolado politicamente, João Henrique está inelegível por oito anos, em função da rejeição das contas pelo TCM. Carneiro também deve responder a processos judiciais, através de ações interpostas pelo Ministério Público da Bahia.

Confira a matéria

O prefeito de Salvador, João Henrique Barradas Carneiro (PP), considera “uma verdadeira covardia política” os ataques que vem sofrendo dos candidatos à sua sucessão. Assumindo posição de “neutralidade” na campanha, ele também atribui esse comportamento dos candidatos ao “medo” de disputar o governo do Estado com ele em 2014.

“Antes do início da campanha, todos me procuraram pedindo apoio. Quando declarei que ficaria neutro em relação ao pleito, passaram a me atacar. Esses ataques se configuram como uma verdadeira covardia política. Há de ressaltar que existe o medo, em uma campanha antecipada, de me enfrentarem nas umas em 2014”, disse ao Valor. Ele afirma ter enfrentado “muitas resistências e uma oposição cruel”.

Com alta rejeição no eleitorado (que chegou a ser registrada em mais de 70% por pesquisa do Ibope), o prefeito está em segundo mandato, mudou duas vezes de partido durante as gestões (foi eleito em 2004 pelo PDT, foi reeleito em 2008 já no PMDB e, depois, transferiu-se para o PP) e teve, em momentos diferentes, apoio dos principais partidos políticos da Bahia, tanto do campo governista como de oposição.

Teve suas contas de 2009 e 2010 rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), está afastado da campanha e tem sido bombardeado durante os debates realizados pelas emissoras de televisão, que apontam suposta má gestão em vários setores da administração. Sobre a rejeição das contas, que agora será submetida à análise da Câmara Municipal, a prefeitura considera que o TCM não apontou dolo. E aguarda a decisão do Legislativo.

João Henrique faz questão de lembrar que PT e PMDB participaram de suas gestões e afirma que esses partidos deveriam atentar para o fato de terem contribuído, “até positivamente”, com suas administrações. “Mas, ao invés disso, preferem me atacar, gratuitamente, já que não estou na disputa e nem apoiando um dos candidatos. Como disse, deve ser a preocupação de disputar comigo o governo, em 2014.”

O prefeito lembra que o PT, em seu primeiro mandato, ocupou a Secretaria da Saúde e a Casa Civil. Nesse período, implantou, com ajuda do PT, o Samu 192, o Centro de Especialidade Odontológica e credenciou Salvador na Gestão Plena de Saúde do SUS. Nesta campanha, a área de saúde é uma das mais criticadas pelos candidatos.

Já o PMDB, segundo João Henrique, foi importante na atração de investimentos para a capital, para várias obras. O prefeito diz, ainda, que em seus governos os servidores tiveram, em média, 150% de reajuste. “O funcionalismo está com autoestima lá em cima”, diz.

João Henrique classifica como “civilizada administrativamente” sua relação com os governos de Jaques Wagner (PT), e de Dilma Rousseff. Mas ressalva. “Há de se convir, é óbvio, que não sou um prefeito do PT.”


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