Cadeia Produtiva do Algodão ressalta importância da cultura na Bahia

Macio e confortável, durável, resistente ao uso, à lavagem e, hoje, produzido em cores, naturalmente. Estas características tão peculiares são da fibra do algodão, matéria prima para a fabricação de tecidos de todas as espessuras, coloridos e estampas, em todas as partes do mundo, e que serve para a confecção de artesanatos como bonecas, redes, almofadas, e outros utensílios. Mas, nem só a pluma do algodão é aproveitada; o caroço do algodão é também matéria prima para a produção de tortas – utilizadas na alimentação animal -, e de óleos para a produção do biodiesel, de cosméticos, dentre outros subprodutos.

A cultura do algodão, no Estado da Bahia, está concentrada no Território Oeste Baiano, principalmente nos municípios de São Desidério, Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Formosa do Rio Preto, Correntina e Riachão das Neves, em escala empresarial, onde, hoje, ocupa uma área aproximada de 400 mil hectares. A cultura também é desenvolvida nos municípios do Território Sertão Produtivo (Sudoeste da Bahia), formado por 19 municípios, incluindo o Vale do Iuiu, onde o algodão é explorado por grandes e médios produtores e pela agricultura familiar, parcela de agricultores cuja cultura representa a principal atividade econômica. Este potencial posiciona o Estado como o segundo maior produtor de algodão, do país, com uma produção estimada em 627 mil toneladas de algodão em caroço/ano, sendo o Brasil, o quinto maior produtor mundial.

Dando suporte à cultura, no Estado, encontra-se a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri), que tem na Embrapa Algodão um aliado no desenvolvimento de tecnologias apropriadas à cultura. “A EBDA tem forte atuação na Cadeia Produtiva do Algodão, inclusive junto ao Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cultura do Algodão do Vale do Iuiu, que tem transformado a vida de grande número de agricultores familiares”, afirma o presidente da EBDA, Elionaldo de Faro Teles.

O engenheiro agrônomo da EBDA, Leandro Fernandes, especialista em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, informou que, na Bahia, uma das principais características da cultura é ser desenvolvida, no Estado, pela agricultura familiar, o que torna uma responsabilidade da empresa a prestação de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), gratuita e de qualidade.

Programa do Algodão do Vale do Iuiu

O Governo do Estado, através da EBDA, conhecendo a realidade dos agricultores familiares do Vale do Iuiu, que vinham obtendo baixas produtividades e pouca capacidade de produção, numa ação conjunta com outros parceiros, vem implementando, desde a safra 2002/2003, o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cotonicultura do Vale do Iuiu – Programa do Algodão do Vale do Iuiu – baseado, entre outros parâmetros, no conceito de sustentabilidade econômica, social e ambiental.

Na localidade, a empresa instalou o Centro de Formação de Agricultores Familiares do Vale do Iuiu (Centrevale), que dá suporte aos agricultores ministrando cursos que vão desde Manejo e conservação do solo e da água, Administração rural básica e Sistema produtivo do algodão, até o beneficiamento do produto, com cursos de tecelagem artesanal de produtos como redes, mantas, colchas, centros de mesa e jogos americanos. Estas ações têm proporcionado oportunidades na diversificação de atividades produtivas com o algodão, para agricultores familiares. “Desde a sua fundação, em 1996, o Centrevale já capacitou mais de 9 mil agricultores, com repetição”, assegurou Leandro Fernandes.

O engenheiro agrônomo da EBDA, especialista em cotonicultura, Ernesto Lédo, informou que no Vale do Iuiu a cultura do algodão é considerada uma atividade altamente empregadora, particularmente na agricultura familiar. “A cadeia do algodão, como um todo, é também geradora de riquezas em outros elos da cadeia produtiva, sobretudo no setor de beneficiamento da pluma – fiação e tecelagem –, e na industrialização do caroço, para a fabricação de outros subprodutos, importantes para o agronegócio algodão”, complementou o técnico.

Tudo isso, e mais, está sendo mostrado pela EBDA durante a Fenagro 2012, nos estandes montados sobre as diversas cadeias produtivas baianas, no Parque de Exposições de Salvador, até domingo (02/12), das 09 às 22 horas.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.




Deixe um comentário

Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da CMFS: Campanha de abril de 2026 2.
Banner do Governo da Bahia: Campanha sobre Feiras Literárias.
Banner do INSV 20260303.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading