Júri do goleiro Bruno: ele fará mais uma grande defesa? | Por Luiz Flávio Gomes

Luiz Flávio Gomes é Jurista e professor, além de Fundador da Rede de Ensino LFG.
Luiz Flávio Gomes é Jurista e professor, além de Fundador da Rede de Ensino LFG.

No dia (19/11/2012) começa o julgamento do goleiro Bruno e outros quatro acusados (o amigo Luiz Henrique Romão, o ex-policial civil Marcos Aparecido – Bola, a ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues, e a ex-namorada Fernanda Gomes de Castro). O corpo da apontada vítima (Eliza Samúdio), como se sabe, desde junho de 2010 está desaparecido. Mesmo sem a prova técnica da sua morte, resolveu a Justiça mandar o caso para o Tribunal do Júri. Sendo 5 réus, com advogados distintos, podem ser recusadas até 15 testemunhas (3 para cada defensor). Comparecerão 25 jurados, logo, mesmo havendo tais recusas, teoricamente, pode acontecer o julgamento conjunto de todos os réus. A mídia está noticiando que algumas manobras podem ser feitas para separar o julgamento. Tudo pode acontecer. Nada mais imprevisível que o comportamento humano no plenário do Júri.

Uma importante testemunha (Jorge Luiz Lisboa Rosa), primo de Bruno, diz que não vai comparecer. Mas não será surpresa se ocorrer o oposto.  Foi ele que levou a polícia até a casa do Bola, onde a vítima teria sido morta (e seus ossos teriam sido jogados aos cachorros). Um outro primo do goleiro foi assassinado. Também foi assassinada uma empregada doméstica. Todos seriam relevantes para o esclarecimento da verdade.

O promotor de justiça do caso, Henry Wagner Vasconcelos de Castro, afirmou que as provas são suficientes para a condenação: há documentos, vídeos, analises periciais, rastreamento das ligações celulares, e os depoimentos das testemunhas, incluindo o de Jorge Luiz.

Haveria uma estratégia de destituir os atuais defensores de Bruno, Rui Pimenta Caldas e Francisco de Assis Simim. Tudo isso pode ser verdadeiro ou simplesmente estratégia defensiva para se alcançar algum outro objetivo.

Estamos atentos e acompanhando o caso, que promete ser o júri do ano. Recorde-se que na jurisprudência brasileira já temos casos de condenação mesmo sem o corpo da vítima. Avante!

*Luiz Flávio Gomes (LFG) é Jurista e professor, além de Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil e coeditor do atualidadesdodireito.com.br. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). Estou no http://www.professorlfg.com.br.


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