Agricultura familiar produz café com qualidade e sustentabilidade na Chapada Diamantina

Café com qualidade e sustentabilidade é produzido na Chapada Diamantina.
Café com qualidade e sustentabilidade é produzido na Chapada Diamantina.

O apoio dos técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), no fortalecimento de uma cooperativa de cafeicultores familiares foi um dos principais resultados do Programa Pacto Federativo, no Território de Cidadania da Chapada Diamantina, na avaliação do coordenador territorial, Fábio Lúcio Martins Neto. Como técnico em desenvolvimento rural da EBDA, e especialista em café, Fábio destaca a importância da introdução do sistema de controle interno para a melhoria da qualidade do café produzido na região. Essa medida permitiu aos produtores a certificação do produto junto ao IBD Certificações que, segundo Martins, é a principal certificadora de produtos orgânicos do País.

Sediada em Seabra, a Cooperbio reúne cerca de 40 cafeicultores familiares dos municípios de Abaíra, Piatã e Seabra. Outra importante contribuição da EBDA, segundo Fábio, foi na habilitação da cooperativa junto ao Programa Nacional da Agricultura Familiar por meio da DAP Jurídica. “A conquista da DAP Jurídica nos deu acesso a políticas públicas e abriu mercado como o da merenda escolar”, comemora o produtor e pesquisador local, Laércio Alves dos Anjos (34).

De acordo com Jessé de Lima, bolsista do Pacto Federativo, e também especialista em café, esta cultura é bem apropriada para o modelo de produção familiar porque pode alcançar boa produtividade em pequenas áreas e contar com a mão-de-obra da família. Outra característica do café cultivado por este grupo de agricultores é o cultivo consorciado com espécies arbóreas, que garante o sombreamento, melhorando a qualidade dos cafés. “Atualmente, a arborização de cafezais é uma técnica recomendada também para amenizar os efeitos de possíveis mudanças climáticas na região, o que pôde ser constatado neste período de seca”, observa Jessé.

A identificação de áreas potenciais do Estado para a cultura do café arábica no sistema arborizado é uma das metas da EBDA. Com o uso da tecnologia de georreferenciamento, foi produzido um mapa que indica onde há condições ambientais para o desenvolvimento da cultura.


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