Em Feira de Santana, operação apreende 30 aparelhos de som

“Quem tem a previsão de receber 100 como é que vai pagar 150? Deve fechar o exercício com déficit de R$ 50 milhões”. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Roberto Tourinho promove ações para coibir práticas ilegais em Feira de Santana. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) – Jornal Grande Bahia)

Cerca de 30 aparelhos de som de veículos foram apreendidos nos primeiros dias da operação “Feira Quer Silêncio”, que aconteceu de sexta-feira (18/01/2013), a domingo, 20. A poluição sonora provocada por automóvel é uma das principais reclamações dos feirenses. A ação será contínua.

Dois automóveis foram levados para o Complexo Policial Investigador Bandeira, por apresentarem problemas na documentação, onde deverão permanecer até que a situação seja resolvida.

Todos os veículos inicialmente foram levados para o pátio da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), onde a aparelhagem foi retirada e onde está, em segurança.

Além dos automóveis, a equipe esteve em templos religiosos,onde mostrou às lideranças que os seus equipamentos estavam emitindo som acima do permitido para a noite, que é de 60 decibéis, e em lojas de conveniência de postos de combustíveis.

O comboio, formado por mais 20 veículos e 50 pessoas percorreu vários bairros. A operação contou com o apoio da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Guarda Municipal, entre outros órgãos.

O secretário de Meio Ambiente, Roberto Tourinho, classificou a operação como extremamente positiva. “Atendemos o clamor da população e mostramos para as pessoas que gostam de exibir a potência da sua aparelhagem que o poder público está atento e vai resolver o problema”.

Ele garantiu que a tolerância será zero para este problema e que o Município não vai permitir que o silêncio seja quebrado por pessoas que não se importam em incomodar quem deseja descansar.

De acordo com o secretário, o primeiro sintoma de que a operação tinha obtido resultados positivos foi a diminuição, no sábado, 19, na quantidade de ligações para o telefone 156, na Secretaria de Prevenção à Violência, de pessoas reclamando deste tipo de poluição sonora.

O secretário Roberto Tourinho também destacou a participação da sociedade, que em alguns casos orientou a ação da equipe, ao ligar para o telefone 156, informando onde o problema estava acontecendo. “Esta parceria, com órgãos públicos e a comunidade, foi fundamental”.

Quem teve o aparelho de som apreendido pode ir à SMTT, onde vai ser orientado quais as providências a serem tomadas. Eles deverão responder processo com base no artigo 42, inciso 3, das Leis das Contravenções Penais.


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