Bahia tem quatro municípios entre os dez mais violentos do Brasil, aponta levantamento nacional

Salvador, quinta-feira, 07/03/2013 — A Bahia volta a ocupar lugar de destaque em estatísticas nacionais relacionadas à criminalidade. Segundo o Mapa da Violência 2013, estudo divulgado pelo Instituto Sangari em parceria com o Ministério da Justiça, quatro municípios baianos estão entre os dez mais violentos do Brasil quando considerado o número de homicídios por 100 mil habitantes em cidades com mais de 20 mil residentes.

De acordo com o levantamento, Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, ocupa a primeira posição no ranking, seguida por Lauro de Freitas (3ª posição), Porto Seguro (6ª) e Eunápolis (8ª). Os dados refletem o cenário de violência urbana no estado e acendem alerta sobre a necessidade de políticas públicas mais efetivas na área da segurança.

Indicadores de homicídios nos municípios baianos

O estudo apresenta a seguinte taxa de homicídios por 100 mil habitantes nos municípios baianos listados entre os dez mais violentos:

  • Simões Filho – 146,4 mortes

  • Lauro de Freitas – 106,6 mortes

  • Porto Seguro – 91,4 mortes

  • Eunápolis – 87,4 mortes

No âmbito estadual, a Bahia aparece em quarto lugar no ranking de estados com maior taxa de homicídios, com 34,4 assassinatos por 100 mil habitantes. Na edição anterior da pesquisa, o estado ocupava a sétima posição, demonstrando um agravamento da violência letal.

Violência armada na capital baiana e região metropolitana

A capital Salvador e sua Região Metropolitana registraram 400 homicídios nos três primeiros meses de 2013. No recorte específico de crimes cometidos com uso de arma de fogo, Salvador aparece como a quarta capital mais letal do país, com 59,6 mortes por 100 mil habitantes.

O cenário motivou pronunciamentos críticos no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia. O deputado estadual Carlos Geilson (PTN) afirmou que os dados exigem uma reação mais contundente por parte do poder público:

“A Bahia está no quarto lugar no ranking da violência. Essa estatística deveria provocar uma resposta clara dos deputados governistas diante da realidade enfrentada pela população.”

Desafios estruturais: segurança pública e educação

Ainda segundo o deputado, o combate à violência não deve se limitar ao aumento da repressão policial. Geilson defende que a segurança pública deve ser acompanhada de investimentos estruturais em educação de qualidade, como forma de prevenção e transformação social:

“É necessário um investimento consistente em políticas públicas de segurança, mas também é urgente investir em educação. Essa mudança estrutural passa pela formação cidadã.”


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