
A Caixa Cultural Salvador apresenta, nesta terça-feira (07/05/2013), a tão esperada exposição ADILSON SANTOS, O Tempo e Eu – 47 anos de pintura. Há pouco mais de uma década sem expor em Salvador, o artista retorna à capital baiana com a mostra inédita que descreve o percurso poético da produção artística de um dos ícones da pintura na Bahia, composta por óleo sobre tela, aquarelas e desenhos em grafite, nanquim e carvão.
Em 2000, participou de uma coletiva com mais três artistas, foi a última vez que suas obras foram expostas na capital baiana, mais especificamente na Panorama Galeria de Arte. Desta vez, após 13 anos, o motivo para celebrar é a própria carreira do artista, que mantém, ao longo da vida, a identidade única através da ponta do pincel, que imprime sua caligrafia inconfundível em qualquer parte do mundo.
Depois de se afastar do circuito das artes e dos artistas mais influentes da sua época para viver e continuar sua busca inspiradora e criativa no interior do estado, em Vitória da Conquista, a Caixa Cultural Salvador oferece um reencontro entre o pintor e o público baiano. Inspirada na poética presente na obra de Adilson, a retrospectiva também traz vídeos e textos de nomes como Jorge Amado, Rubem Braga, Walmir Ayala, Artur da Távola, Justino Marinho, Cesar Romero, Zeca Fernandes e José Antônio Saja.
Com um caminho expositivo que leva os visitantes a um mergulho na intimidade do pintor, a mostra poderá ser visitada até 14 de julho, de terça-feira a domingo, das 10h às 18h, com entrada franca e classificação livre. Realizada pela Evolution Gestão de Serviços, a iniciativa é patrocinada pela Caixa Econômica Federal e pelo Governo Federal, sob a curadoria de Irene Santino e Heloísa Helena Costa.
“Conheço Adilson desde a nossa adolescência. Sempre acompanhei sua trajetória artística, seus primeiros desenhos, suas exposições em Salvador e sua ida para o Rio de Janeiro, onde se firmou como pintor de grande talento. Lancei a ideia para Heloísa, que imediatamente acolheu a proposta para tornar real esta exposição tão esperada”, conta Irene.
O artista do mistério – como é conhecido Adilson Santos – é um dos mais renomados pintores baianos e tem obras nas maiores coleções particulares no Brasil e também no exterior, em países como Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Japão e tantas outras coletâneas por esse mundo afora. Reconhecido por traduzir os sentimentos da mulher, o artista que costuma buscar elementos do tempo, chega a voltar à infância para rever detalhes gestuais que não se perderam no ser humano. No fim das contas, esta mostra é imperdível, justamente, por que estampa fragmentos de uma vida inteira presente na alma de um dos maiores pintores brasileiros.
Sobre o artista:
Adilson Fagundes Santos nasceu na cidade de Poções, Bahia, em 1944. Inicia seus estudos de pintura como autodidata em 1960 e, a partir de 1962, começa a expor suas obras participando de exposições individuais nas cidades de Vitória da Conquista e Salvador, em importantes galerias de arte, a exemplo da Galeria Quirino, do Panorama Galeria de Arte e em várias mostras coletivas juntamente com outros nomes das artes plásticas baianas. Em 1969, transfere sua residência para o Rio de Janeiro intensificando sua produção de arte. Suas obras passam a ser expostas em individuais e coletivas em importantes galerias a exemplo da Irlandini, Mini Gallery, Galeria Voltaico, Galeria Marte 21, Galeria Masson, Way galeria de Arte e muitas outras. Expos em São Paulo na Galeria Grossman e na A Galeria; em Brasília participou do 3º Salão de Arte Moderna; em Niterói na Semana Euclidiana e em Recife fez uma individual, na Galeria Picasso. Em Salvador, no ano de 1992, teve suas obras expostas na NR Galeria de Arte; em 2005, participou da coletiva do Projeto Cultural Arte Sofitel da Prova do Artista Galeria de Arte, em Sauípe.
Participou de exposições internacionais como: Hannover Messe’80, no Presdwer Bank, Hannover, Alemanha, em 1980 e Semaine de l’Art Brésilien, no Hall Montréal Trust, Montreal, Canadá, em 1982. Em 2004, retorna à Vitória da Conquista onde fixa residência. Recentemente, em 2009, participou de duas coletivas da galeria Garagem 253, em Vitória da Conquista e, em 2010 foi apresentado à sociedade de Aracaju com uma individual na Galeria Jenner Augusto.
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