Deputado Carlos Gaban comenta sobre reajuste de 2,5% concedido pelo Governo Wagner: “A matemática não bate”

Carlos Gaban: “Falta de dinheiro não é. O governo tem que explicar como chegou a este índice de 2,5%”
Carlos Gaban: “Falta de dinheiro não é. O governo tem que explicar como chegou a este índice de 2,5%”
Carlos Gaban: “Falta de dinheiro não é. O governo tem que explicar como chegou a este índice de 2,5%”
Carlos Gaban: “Falta de dinheiro não é. O governo tem que explicar como chegou a este índice de 2,5%”

O governador Jaques Wagner solicitou que fosse votado nesta terça-feira (30/05/2013), em caráter de urgência, o projeto de lei que concede reajuste salarial aos servidores públicos de apenas 2,5%, mas a bancada governista, depois da pressão dos servidores e da bancada de oposição, voltou atrás e decidiu aguardar o resultado da reunião entre o governador e lideranças das categorias, que será realizada amanhã. O índice, muito abaixo da inflação que foi de 5,8%, não agradou aos servidores nem à oposição.

O vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Carlos Gaban (DEM), disse que os argumentos do governo não convencem. De acordo com ele, a arrecadação do governo do Estado com o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) cresceu 10% no primeiro quadrimestre, mesmo percentual de crescimento dos repasses do Fundo de Participação dos Estados em janeiro e fevereiro. Além disso, o PIB da Bahia cresceu 3,9%, índice maior que o do Brasil.

Desde janeiro, data base da categoria, Gaban vem cobrando do governo o reajuste salarial dos servidores. Ele disse não entender por que o governo resolveu dar um reajuste tão baixo com a perspectiva de um ano melhor e disparou: “Falta de dinheiro não é. O governo tem que explicar como chegou a este índice de 2,5%”.

Servidores estaduais se manifestam e votação do regime urgência é adiada 

O Governo do Estado recuou da tentativa de colocar em votação, nesta terça-feira (30/05/2013), o regime de urgência do projeto de lei que estabelece o reajuste linear dos servidores públicos em 2,5%, abaixo da inflação (5,84%). A medida foi anunciada pelo líder do governo, deputado Zé Neto (PT), após manifestos de trabalhadores nas galerias da Assembleia Legislativa e de deputados da oposição. Segundo o parlamentar, Jaques Wagner vai se reunir com representantes dos servidores nesta quarta-feira (1º de maio), para negociar o aumento.

A informação foi recebida pelo deputado estadual Carlos Geilson (PTN) com desconfiança. “O governo recua, momentaneamente, para dar uma satisfação, porque sabe que não tem apoio nem na própria base”, disse. E incentivou: “Parabenizo os servidores pelo poder de mobilização. Mesmo pegos de surpresa, com envio de projeto na última hora, se organizaram e chegaram cedo na Assembleia. Continuem mobilizados e atentos”.

Antes do anúncio do líder do governo, Geilson destacou que o reajuste proposto pelo governador Jaques Wagner está entre os menores da Federação. No Pará, por exemplo, o reajuste concedido foi de 9%; na Paraíba, varia de 5 a 16%; no Ceará foi de 5,58; e no Acre, onde o governador também é do PT, o aumento foi de 5,2%. Já em Alagoas ainda não foi votado, mas o governo sugere 5,3%. “O aumento que o governador propõe na Bahia é vergonhoso”, assinalou Geilson.


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