Em entrevista a Veja, governador Jaques Wagner defende mudança gradual dentro do grupo político liderado pelo PT, mas para 2018

Governador Jaques Wagner inaugura a obra em Capim Grosso.
Governador Jaques Wagner inaugura a obra em Capim Grosso.
Governador Jaques Wagner inaugura a obra em Capim Grosso.
Governador Jaques Wagner concede entrevista a revista Veja.

Durante entrevista à revista Veja, edição de 15 de maio de 2013, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), responde de forma moderada às questões, tanto ideológicas como pragmáticas. Querendo atrair Eduardo Campos (PSB) para a aliança petista nas eleições de 2014, Wagner defende mudanças na composição majoritária, apenas em 2018, tendo como cabeça de chapa o atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Wagner sabe muito bem que o tempo em política possui dinâmicas próprias que estão longe de uma certeza cartesiana sobre o futuro das alianças. Portanto, promete o que não pode entregar.

Mesmo sendo um dos principais articuladores petistas do país, Wagner também sabe que a executiva nacional do PT, com sede em São Paulo, tem projetos próprios que passam bem longe deste tipo de acordo.

O Partido dos Trabalhadores perde tempo em atrair o ex-aliado Eduardo Campos. O governador pernambucano sabe que nada se compara a exposição midiática que uma campanha presidência proporciona, é jovem e pode perder algumas eleições, imaginando que em algum momento poderá atingir o objetivo, ou seja, eleger-se presidente. Por tanto, prefere concorrer a presidência da república.

A pressão para ocupar os cargos comandados pelo PSB, tanto no plano nacional, como na Bahia, é grande. Aliados querem mais espaço, e possíveis aliados querem algum espaço. Ou o PT começa a refazer a aliança que levou Lula e Dilma para a presidência, conquistando novos aliados e aglutinando os atuais, ou terá alguma dificuldade eleitoral em 2014.

Na Bahia, por exemplo, o PMDB mantem-se afastado do governador Jaques Wagner. Enquanto a aliada, senadora Lídice da Mata (PSB), apresenta-se como candidata ao governo. Reaglutinar o PMDB na aliança petista na Bahia, traria maior folga eleitoral para que o candidato do partido, Rui Costa, possa concorrer em 2014.


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