A presidenta Dilma Rousseff agradeceu ao presidente do Egito, Mouhamed Mursi, o apoio ao candidato brasileiro Roberto Azevêdo à direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e defendeu a cooperação Sul-Sul como estratégica para que se estabeleça a multipolaridade no mundo.
Dilma recebeu Mursi no Palácio do Planalto, onde foram assinados acordos de cooperação técnica e memorandos de desenvolvimento social e agrário, além de parcerias relativas a ações no meio ambiente e intercâmbio de experiência entre as bibliotecas nacionais do Brasil e de Alexandria, reconhecida pela trabalho de digitalização de acervos importantes.
“Quero reiterar o meu agradecimento pelo apoio do Egito, que muito valorizamos, ao candidato brasileiro Roberto Azevêdo, ao cargo de diretor-geral da OMC. O presidente Mursi e eu concordamos que uma cooperação Sul-Sul, entre nossos países, é estratégica para que se estabeleça a multipolaridade no mundo”, disse a presidenta em declaração à imprensa no fim do encontro no Palácio do Planalto.
A OMC confirmou hoje (08/05/2013) que o novo diretor-geral da entidade será o embaixador brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo, de 55 anos. Ele venceu o mexicano Herminio Blanco, de 62 anos na eleição de ontem (7). Azevêdo assume o cargo em 31 de agosto, em substituição ao francês Pascal Lamy, e cumpre mandato de quatro anos. Ele é o primeiro brasileiro e latino-americano a comandar a organização.
OMC confirma eleição de brasileiro, primeiro latino-americano no comando da entidade
A Organização Mundial do Comércio (OMC) confirmou ontem (08/05/2013) que o novo diretor-geral da entidade será o embaixador brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo, de 55 anos. O brasileiro venceu o mexicano Herminio Blanco, de 62 anos, na eleição de ontem (7). Azevêdo assume o cargo em 31 de agosto, em substituição ao francês Pascal Lamy, e cumpre mandato de quatro. Ele é o primeiro brasileiro e latino-americano a comandar o órgão.
Em nota, a OMC diz que os resultados das consultas feitas em todo o mundo “são claros e nada ambíguos”. Na linguagem diplomática, significa que o resultado da eleição de Azevêdo é inquestionável.
Disputada até o último minuto, a eleição envolveu uma longa negociação que ocorre desde o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda sem confirmação oficial, o cálculo é que Azevêdo obteve 93 dos 159 votos da OMC. O brasileiro contou com o apoio do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), além dos países de língua portuguesa e de várias nações na América Latina, na Ásia e África.
Diplomata de carreira, o embaixador desde 2008 é o representante permanente do Brasil na OMC e está diretamente envolvido em assuntos econômicos e comerciais há mais de 20 anos. Ele foi chefe do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, de 2005 a 2006, e liderou a delegação brasileira nas negociações da Rodada Doha da OMC, sobre liberalização de mercados.
Para vencer, é preciso ter um mínimo de 80 votos dos 159 países integrantes e obter o consenso entre as nações. A escolha é feita em três etapas. O processo de eleição para a OMC começou no final de março, com nove candidatos. No final de abril, a OMC comunicou que tinham passado à fase final apenas os candidatos do Brasil e do México. A presidenta Dilma Rousseff e o mexiano Enrique Peña Nieto participaram diretamente das negociações, dando telefonemas e conversando com os líderes mundiais.

















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