
O deputado Luciano Simões, líder do PMDB/DEM na Assembleia Legislativa, utilizou a tribuna da Casa nesta terça-feira (04/06/2013) para fazer duras críticas ao Governo Wagner, justificando a impossibilidade de diálogo político entre a oposição e a atual gestão. “Para que o diálogo fosse aberto o governo teria que corrigir sérias distorções administrativas”, disse o parlamentar.
Dentre os inúmeros problemas apontados pelo deputado está os altos índices de criminalidade. Luciano Simões lamentou o fato de Simões Filho ser apontado como o município mais violento do país e que Salvador tenha o número de homicídios superior ao de São Paulo e Rio de Janeiro.
Aproveitando um aparte, o deputado Leur Lomanto (PMDB) lembrou que, somente na atual gestão, já foram três secretários de Segurança nomeados e nenhum resolveu o problema. “Muitas vezes, a culpa não é do secretário, mas da falta de prioridade do governo”, disse o parlamentar.
O deputado Elmar Nascimento (PR), líder da oposição, disse que o diálogo administrativo existirá sempre, em nome dos interesses do estado, mas o diálogo político é impossível. “Para dialogar politicamente com o governo nós, que somos de centro-esquerda, teríamos que ir em direção à direita, pois o PT é hoje a direita reacionária do país”, declarou.
Transparência e verdade
Luciano Simões afirmou que o governo gasta R$ 525 mil por dia em propaganda para divulgar obras do governo federal e da iniciativa privada como se fossem suas, além de criticar a falta de transparência da atual gestão. “Se abrirá o diálogo quando o governador informar os seus gastos com viagens ao exterior, conforme a lei de transparência, solicitado em requerimento que eu enviei e não obtive resposta”, disse.
O deputado Sandro Régis (PR) concordou e reforçou a crítica, lembrando que “quando Wagner fez o acordo dos 7% com os professores ele prometeu distribuir 31 mil tablets”, mas que, na verdade, “o governo vai sortear alguns equipamentos”. “Mais uma propaganda mentirosa. É um governo que não cumpre nada”, disparou.
Investimentos e desvios
Simões também criticou os investimentos equivocados e desvios de recursos como, por exemplo, o caso da “ONG do Alto do Cabrito que recebeu R$ 6 milhões para desenvolver projetos técnicos sem ter profissionais qualificados com nível superior” e “dos mais de R$ 100 milhões aplicados pela Secretaria de Saúde sem licitação”.
O parlamentar condenou a falta de ações para combater a seca e disse que “enquanto se gastou R$ 8 milhões com a Arena Fonte Nova”, o semiárido não recebeu “nem recurso, nem sementes, nem apoio”.
Os exemplos da má gestão do dinheiro público são inúmeros. Simões lembrou também que durante os oito anos de Governo Wagner novas secretarias foram criadas e o número de cargos comissionados e servidores REDA mais que dobrou.
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