
A tatuagem é uma das formas de modificação do corpo mais antiga e conhecida do mundo. Materiais primitivos usados para sua execução como agulhas e reservatórios de tintas foram encontrados datando do período paleolítico entre 38.000 e 10.000 antes de Cristo. A maioria destas tatuagens era composta por pontos e linhas formando desenhos primitivos. Atualmente, são utilizadas pistolas modernas, cujas agulhas são imersas em um pequeno recipiente descartável contendo a tinta/corantes, e então aplicadas à pele.
Mas depois da realização, algumas pessoas se arrependem. Isto não é incomum. Aqueles que tatuam os nomes dos apaixonados são os primeiros a procurarem a retirada quando a paixão acaba. Outros tatuam desenhos belíssimos no corpo sarado, bronzeado, escultural. Mas o tempo passa para todos… E aquela tatuagem que antes reinava sobre pele esticadinha, logo se vê enrrugada e inconveniente no local.
Assim a arte de removê-la também se desenvolve. Ao longo dos últimos séculos, vários métodos para retirar as tatuagens foram descritos. Atualmente, a técnica mais moderna é, sem dúvida, o Laser Q-switched. Com duração de pulso muito rápida, este Laser é muito eficaz para retirada dos pigmentos preto e azul e pode ser usado em pacientes com altos fototipos – ou seja, morenos e negros. O número de sessões varia com o tamanho da tatuagem, quantidade e variedade de pigmentos presentes e resposta individual.
O ideal é que a pessoa pense bem antes de fazer uma tatuagem. Este não é um procedimento livre de danos. Durante o ato, pode-se contrair alguma doença infecciosa (Hepatite, HPV, Sífilis e até HIV), no caso de agulhas contaminadas e não esterilizadas adequadamente. Além disso, pode ocorrer reação alérgica e desenvolvimento de doenças auto-imunes como Lúpus, por exemplo. Mas para aqueles que não resistiram ao encanto das tattoos e depois se arrependeram, existe a saída da remoção a Laser, com ótimos resultados.
*Alberto Pinto Cordeiro (CRM 23646) é medico especialista em dermatologia pela Universidade de São Paulo (USP), pós-graduado em dermatocosmiatria pela Faculdade de Medicina do ABC Paulista, e Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.
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