A Princesa chora | Por Alberto Peixoto

Dificilmente não se encontra nos veículos de comunicação de Feira de Santana textos combatendo os descasos dos Gestores Municipais com a cidade Princesa, batendo sempre na mesma tecla de que o centro da cidade virou um “grande centro de abastecimento”, o trânsito uma lástima e suas vias, na grande maioria, esburacadas.

Devo esclarecer que em meus artigos nunca escrevi uma linha sequer dos meus “protestos”, em caráter político-partidário, ou com a intenção de denegrir a imagem de alguém. Sempre o fiz com o objetivo de advertir as autoridades administrativas, para o caos que “nossa” cidade está atingindo.

Porém, através das atitudes que a SMTT – Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte – vem colocando em prática nos últimos dias, na tentativa de controlar o trânsito nas vias da Princesa do Sertão – meus parabéns!!! – guinchando os veículos infratores, principalmente os estacionados em filas duplas, nos dá a possibilidade de vislumbrar dias melhores. Acredito também ser necessário rever o excesso de retornos que existem nas principais avenidas – Getúlio Vargas e Maria Quitéria – que também provocam congestionamentos.

E o favelaço do centro da cidade? As barracas de verduras, a falta de um projeto para carga e descarga na Rua Marechal Deodoro e adjacências? As calçadas invadidas pelas mesas dos bares? Quais providências serão tomadas e quando?

Feira de Santana se destaca no cenário baiano e nacional por possuir um mercado que se encontra em forte expansão de competitividade, dispõe de um grande polo de educação concentrando uma universidade estadual, diversas faculdades e projeto para instalação de uma universidade federal, além de colégios com destaque nacional na qualidade e métodos de ensino/aprendizagem.

Segundo o IBGE, o analfabetismo em Feira de Santana apresenta um percentual de apenas 8,6% um número baixo em relação a muitas cidades nordestinas e abaixo da média nacional que é de 9,1%.

Dentro dos padrões definidos por profissionais de marketing, Feira de Santana configura-se com renda baixa, média e alta pela sua histórica tradição voltada para o comércio e prestação de serviços mais completo e diversificado, contribuindo com um percentual maior para o seu produto interno bruto. Possui um parque industrial diversificado, importantíssimo e em expansão responsável por

uma parcela importante no PIB municipal. O PIB per-capita/ano do feirense é de R$13.350,80 segundo IBGE e PIB total 7,43 bilhões, é o município mais rico de todo interior das regiões Norte-Nordeste, o 4.º mais rico da Bahia, o 13.º mais rico do Nordeste e o 73.º mais rico do país.

Por todos estes motivos supracitados, eu, como bom feirense que sou e apaixonado por este “Paraíso Terrestre no Sertão da Bahia”, não consigo imaginar uma gestão que solucione os diversos problemas que mais afligem a população. Mesmo assim, acredito que ainda há uma luz no fundo do túnel e que venha a solucionar todos estes problemas o mais rápido possível.

Ainda tenho esperanças.

*Alberto Peixoto, escritor.

Vista aérea de Feira de Santana.
Vista aérea de Feira de Santana.

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