O Divino Pai Eterno é o único Dono do cosmos e silenciosamente faz chover dádivas sobre nós, vida após vida. Só existe uma dádiva que os seus filhos podem oferecer em troca: o amor eterno.
Experimentem jogar seus anseios humanos numa fogueira consagrada a Deus, e todos os seus desejos passados e presentes serão consumidos pelo Amor Divino.
Quando teu intelecto estiver desembaraçado de tuas ilusões, tu te tornarás indiferente aos resultados de todas as ações presentes ou futuras — isto é, liberto do imperativo cármico.
Deus é amor; quem permanecer em amor permanecerá em Deus, e Deus nele. Não esqueçamos que um doutor da Lei se aproximou de Jesus para tentá-lo:
— Mestre, qual é o principal mandamento da Lei?
Prontamente Jesus lhe respondeu:
— Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento.
E completou:
— E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
E o Mestre diz mais:
— Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte Dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.
Pouco antes do seu sacrifício pela humanidade, Jesus reforça a Lei:
— Eis que eu vos dou o meu novo mandamento: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.
O Apóstolo Paulo testifica a supremacia do amor:
“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
“Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.
“E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
“O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.
“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.
“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor”.
Amigos de outras vidas facilmente se reconhecem. Regozijando-se na imortalidade da amizade, eles compreendem a indestrutibilidade do amor, tantas vezes posta em dúvida nos momentos das tristes e ilusórias separações da vida terrena. Tudo isso nos reafirma a obrigação de cumprir o primeiro mandamento: amar a Deus; só assim trilhamos o caminho para resolver o único problema da vida humana: estabelecer unidade com Deus, retornar a casa do Pai.
Que é o bem? Que é o mal? Felizmente no caminho espiritual não há margem para elucubrações, dúvidas, ambiguidades. Pois não se pode servir a dois senhores. Não se pode servir a Deus e ao inimigo.
O bem é o amor, o afeto, a amizade, a justiça, a vida e a paz. O mal é o ódio, o desprezo, a inimizade, a injustiça, a morte e a guerra.
O antônimo de morte é o amor; o oposto do mal é o amor. O amor é o sinônimo do bem. A síntese do amor é o exemplo do nosso Senhor Jesus Cristo: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”, como fez o Salvador na Cruz.
Amém.








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