
Alunos das escolas estaduais da cidade de Irecê estão sofrendo com a falta de merenda escolar e a prestação de serviço dos funcionários terceirizados. O problema, noticiado em um site da cidade, foi denunciado pelo deputado Estadual Carlos Geilson na sessão da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa desta terça-feira (25/03/2013).
De acordo com o site Sertão Baiano, o problema com a merenda escolar começou com a mudança no regime de aquisição dos produtos. “Até 2013, as escolas faziam a cotação no comércio local e recebiam o repasse com verbas destinadas a compra. Este ano, a Secretaria da Educação centralizou todo o processo, que passou a ser executado diretamente do Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Pelo novo procedimento, a escola faz o cadastro e envia formulário com itens que pretende adquirir mensalmente”, diz o site.
O Sertão Baiano informa ainda que os “gestores das unidades de ensino cogitam a possibilidade de diminuir o horário das aulas, já que há pouca merenda em estoque e falta “mão de obra” para trabalhar nas cantinas devido à paralisação [dos funcionários terceirizados]”.
Com exclusividade, o site teve acesso a documentos e notas fiscais que comprovam diferença substancial no valor dos produtos da merenda escolar que antes era adquirido na própria cidade e agora são trazidos da capital. “O ideal é que os produtos sejam adquiridos na própria cidade, valorizando o comércio local e desonerando as combalidas contas do governo do estado”, disse Carlos Geilson para os membros da Comissão.
Concluindo a denúncia, o parlamentar solicitou ao presidente da Comissão, Álvaro Gomes, que as informações fossem passadas para a Secretaria de Educação. O presidente garantiu que “encaminhará as solicitações e aguardará o retorno da Secretaria”.








Deixe um comentário