
A Assembleia Legislativa da Bahia homenageou, nesta sexta-feira (16/05/2014), a Juíza Federal do Trabalho, Adriana Silva Nico, com o título de Cidadã Baiana. O deputado Angelo Coronel, proponente da honraria, iniciou seu discurso relatando a história da infância “travessa” da juíza até chegar ao curso de Direito na Universidade Federal de Goiás com apenas 16 anos e relembrou também a sua chegada à Bahia.
“A baianidade começou a aflorar em sua vida cedo. No exercício da profissão um belo dia precisou fazer uma audiência em Luziânia, interior de Goiás, na ocasião teria um advogado que participou da audiência. No dia seguinte Adriana ligou para o advogado com a desculpa de comprar uma máquina fotográfica que só tinha em Salvador. Ele, como um bom baiano, logo entendeu que o interesse não era a máquina e depois de três meses Adriana mudou para Salvador, na esperança de vivenciar esse grande amor por um homem baiano chamado Humberto Graziano Valverde. É o destino! É a força do sangue baiano de sua mãe nascida em Barreira, que pulsava mais forte em suas veias. A partir daí, a Drª Adriana mudou sua história de vida, fez novos amigos, cativou novas pessoas em sua nova cidade, conquistou espaço na magistratura, na sociedade baiana, e pauta sua vida na moralidade, no respeito, na dignidade”, explanou o parlamentar.
Nascida em Goiás em 1973, Adriana vem contribuindo de forma diferenciada, inovadora e ativa para o desenvolvimento da justiça brasileira, conquistando desde muito jovem, pela sua brilhante trajetória profissional, espaço, respeito e reconhecimento do público. Aos 25 anos foi empossada no cargo de Juíza Federal Trabalho do TRE de Goiás, e em 2002 passou a atuar no TRE da 5º Região, na Bahia, estando a frente de diversas Varas da Capital e do interior, como Feira de Santana, Santo Amaro, Cadeias, Simões Filho e Camaçari.
Feliz e emocionada com a homenagem, a Juíza Federal discursou de um jeito “bem baiano”. “Hoje eu estou tendo a honra de ser como vocês, de me tornar baiana. Talvez eu tivesse que ter vindo de branco, porque hoje é dia de Oxalá, talvez eu devesse ter vindo de azul porque, segundo dona Raimunda do Terreiro de Ilê Axé Ongú Migê, sou Yemanjá. Mas eu, como sou muito teimosa, resolvi vir de amarelo, de sol, de ouro, porque dizem que nesta terra todo mundo é de Oxum, homem, menino, menina e mulher”, disse a mais nova cidadã baiana, Adriana Nico, parafraseando a música do cantor Gerônimo.
Na sessão estiveram presente, juízes, familiares da Drª Adriana, representantes da OAB (Ordem dos Advogados da Bahia), deputados, entre outras autoridades. O Presidente da OAB-BA, Luiz Viana, fez as congratulações à Juiza. “Você sempre foi baiana, hoje você apenas recebe o título formal para junto conosco curtir essa situação inigualável que é ser baiana”, disse o presidente da Ordem.
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