
Os efetivos das polícias Civil e Militar deslocados para Amargosa não têm data para deixar a cidade. A informação é do secretário da segurança pública, Maurício Teles Barbosa, que, na companhia do delegado-geral Hélio Jorge e do comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro, acompanhou, nesta quinta-feira (17/07/2014), as ações empreendidas para restabelecer a tranquilidade à comunidade. Cem policiais vão permanecer na região.
O secretário informou também que a Delegacia Territorial (DT) de Amargosa receberá um reforço em seu efetivo de seis investigadores, bem como, a companhia da Polícia Militar que contará com outros 16 soldados. Dos 14 presos que estavam na carceragem da unidade, libertados por homens armados, dois foram recapturados algumas horas depois e três se apresentaram espontaneamente à polícia, na tarde desta quinta-feira (17).
Os mesmo homens armados teriam incendiado 18 veículos, entre eles um ônibus e um caminhão. Três carros foram danificados na região central da cidade e os demais estavam estacionados nas proximidades da delegacia. A perícia estima que 40 motocicletas, resultado de apreensões, foram queimadas no pátio da unidade policial.
O prédio que abrigava a delegacia ficou completamente destruído e há risco de desabamento. O diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), delegado Moisés Dasmaceno, informou que um novo local será definido para o funcionamento provisório da unidade. A Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder) já iniciou a reforma da delegacia, que deverá ser concluída em até seis meses.
Solidário com a dor dos familiares da vítima, Maurício Teles, garantiu que cobrará urgência na apuração dos fatos e responsabilização dos culpados pelo crime. “A criação de uma Companhia Independente da PM está em discussão na Assembleia Legislativa e, se aprovada, irá melhorar os serviços prestados na cidade”, ressaltou o secretário.
O incêndio e a invasão da unidade policial ocorreram em meio a um protesto realizado por familiares de uma criança, que acabou morrendo, após ter sido baleada durante confronto entre policiais e um traficante, no bairro Catiara, em Amargosa.
Crise na segurança de Amargosa não é nova, alerta Leonelli
O ex-deputado federal, Domingos Leonelli (PSB) interrompeu a campanha para solidarizar-se com a prefeita de Amargosa, Karina Silva. A cidade foi palco de uma noite de horror nesta quarta-feira (16/07/2014), após uma criança de um ano ser baleada e morta por um policial militar.
Para Leonelli, a segurança pública continua sendo o principal problema do nosso Estado, como o próprio governador reconheceu. “O munícipio de Amargosa é um caso típico da reação no lugar da ação, pois só se tomam providências depois que os problemas acontecem”, criticou.
Ele lembra que há cerca de dois meses ocorreram fatos semelhantes, quando carros e motocicletas foram incendiados após a morte de duas pessoas na comunidade conhecida como Katyara. “Por conta disso, a sociedade se mobilizou sob a liderança da prefeita Karina Silva, constituiu um fórum de segurança e definiu as prioridades. Apesar disso, nada foi feito e agora ocorre uma tragédia, com o assassinato de uma criança de um ano, como se fosse a crônica de uma morte anunciada”, acrescentou.
Leonelli lembrou ainda que a prefeitura assumiu vários encargos como o pagamento do aluguel da casa da delegada, a mesma que a população pede para ser substituída.








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