Frei Betto vê na democratização da mídia a derrota da falta de verdade

Frei Betto defende a criação de mais veículos de comunicação que possam retratar a realidade dos fatos, mostrar o Brasil real. Para isso, analisa que o governo federal precisa investir nesse nicho.
Frei Betto defende a criação de mais veículos de comunicação que possam retratar a realidade dos fatos, mostrar o Brasil real. Para isso, analisa que o governo federal precisa investir nesse nicho.
Frei Betto defende a criação de mais veículos de comunicação que possam retratar a realidade dos fatos, mostrar o Brasil real. Para isso, analisa que o governo federal precisa investir nesse nicho.
Frei Betto defende a criação de mais veículos de comunicação que possam retratar a realidade dos fatos, mostrar o Brasil real. Para isso, analisa que o governo federal precisa investir nesse nicho.

O escritor Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto) afirmou, em comentário nesta segunda-feira (06/10/2014), que a democratização dos meios de comunicação é uma das medidas mais urgentes para o país acabar com a “falta de verdade” que impera na mídia e que se revela nos resultados das eleições realizadas no dia 5 de outubro no país. “A grande mídia editorializa a notícia”, lamenta. Com isso, todas as políticas importantes do governo federal não são informadas. Para ele, os veículos alternativos podem dar clareza às informações, fazer a crítica construtiva. “Não podemos falsear os fatos, mas, sim, explicitá-los para que a população tire suas conclusões.”

Segundo ele, com a possível reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT) será preciso cobrar maior apoio do governo federal à mídia alternativa, o que não tem sido feito. “Isso é grave. Não vamos dar informação sadia, verdadeira, sem ter alcance. É preciso que o governo esteja atento a esta mídia que transmite o Brasil real”, afirma, acrescentando que há um país fictício divulgado pelo grandes veículos, que encobrem tudo o que ocorre de bom. “Precisamos criar mais veículos alternativos”, diz.

Sobre o resultado as eleições, Frei Betto disse que teve duas alegrias, que foram a vitória do petista Fernando Pimentel para o governo de Minas, desbancando o candidato de Aécio Neves, Pimenta da Veiga (PSDB), e a eleição de Flávio Dino (PCdoB), no Maranhão, derrotando a influência da família Sarney.

No entanto, ele lamenta o fato de a presidenta Dilma não ter sido reeleita no primeiro turno e por Eduardo Suplicy (PT) ter sido derrotado por José Serra (PSDB) para o Senado por São Paulo. Também sente por Olívio Dutra (PT) não ter sido eleito senador pelo Rio Grande do Sul.

Sobre a reeleição do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno, Frei Betto ironiza: “Ele é um fenômeno”. Para o escritor, é incrível o tucano obter este resultado diante da crise de escassez de água, da violência da Polícia Militar, da falta de investimentos em habitação. “A população paulista é muito conservadora, com exceção da capital”, avalia.

No geral, Frei Betto se diz feliz porque alguns partidos aumentaram as bancadas, como é o caso do Psol, que elegeu cinco deputados.

Para o segundo turno, o comentarista diz esperar que Marina Silva (PSB), pessoa a quem ele respeita muito, tenha bom senso e apoie Dilma Rousseff. “Não dá para falar em nova política apoiando o velho caciquismo do PSDB. Marina é um coringa nesse baralho político. Foi hospedada no PSB. Espero que não apoie Aécio, pois isso mostraria muito oportunismo político.”

“Vamos ter de trabalhar muito para reeleger a presidenta Dilma, pois todos vão unir forças contra o PT. As políticas sociais, como o programa Mais Médicos, incomodam. Tudo incomoda muito”, lamenta.

*Por Rede Brasil Atual


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